segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Sítio para o Aterro

Vou passar, por transcrição, um documento-contrato assinado pela Câmara da Feira (Alfredo Henriques como Presidente e pelos gerentes da MARVA, empresa que se propunha levar a efeito os projectos descritos, exactamante nos locais onde agora pretendem implantar o PERM e o Aterro Sanitário. No documento transcrito lêem-se perfeitamente as assinaturas dos intervenientes.
Será caso para dizer que "mudam-se os tempos ... mudam-se as vontades". Já que não mudaram as pessoas...
PROTOCOLO
Contrato-Promessa de Compra e Venda

PRIMEIRA OUTORGANTE – Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, neste acto representada pelo seu
Presidente, Alfredo de Oliveira Henriques, casado residente em Escapães,
Santa Maria da Feira;
SEGUNDA OUTORGANTE – MARVA – Sociedade de Construção e Exploração Turístico-Desportiva, Lda.
representada pelos sócios-gerentes Rui Paulo Torres de Mira Correa, divorcia-
do, residente na rua Brito e Cunha, 218, Matosinhos, Adriaan Van Der Zwaan
casado, residente em Puttershoek, Holanda, Margarida Maria da Costa Azevedo
e Castro Van Der Zwaan, residente em Puttershoek, Holanda. Considerando:
A – As pretensões urbanísticas definidas no PDM da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, nomeadamente o desenvolvimento turístico de Várzea, em Pigeiros;
B – O interesse demonstrado pela MARVA, junto da Câmara Municipal, no sentido de vir a protagonizar aquele desenvolvimento turístico;
C – A elaboração pela MARVA dos projectos adequados àquele desenvolvimento;
D – A aprovação dos ditos projectos pelas entidades competentes, nomeadamente a Câmara e a D.G.T., e tendo em vista e exequibilidade prática, quer do plano quer dos projectos: CÂMARA MUNICIPAL e MARVA acordam e reciprocamente aceitam celebrar o presente contrato-promessa de compra e venda, nos seguintes termos:
1 – A primeira OUTORGANTE compromete-se a vender à segunda OUTORGANTE os terrenos identificados na planta topográfica junta e que faz parte integrante deste contrato, com área aproximada de 1.560.000 m2.
2 – Para tal, a primeira OUTORGANTE compromete-se a proceder à expropriação dos terrenos identificados em 1;
3 – A segunda OUTORGANTE, ou as empresas a quem esta se associar, transferirão em 1991 ou no ano seguinte à sua instalação, a sua sede social para o Município de Santa Maria da Feira;
§ único – no caso de as empresas associadas da segunda OUTORGANTE terem a sua sede social no estrangeiro, a sede da sua Delegação em Portugal deverá ser no Município de Santa Maria da Feira.
4 – A segunda OUTORGANTE compromete-se a executar nos terrenos ora prometidos os nove projectos turistico-desportivos que farão parte integrante deste contrato;
5 – A primeira OUTORGANTE promoverá, assim, as diligências necessárias com vista à obtenção, o mais urgente possível, da declaração de utilidade pública do terreno, com autorização para a tomada de posse administrativa , por forma a colocá-lo à disposição da segunda OUTORGANTE tanto quanto possível até 31 de Maio de 1991;
6 – A primeira OUTORGANTE autoriza a ocupação dos terrenos pela segunda OUTORGANTE logo que obtida a posse administrativa dos mesmos, facto que será comunicado por escrito pela primeira OUTORGANTE;
7 – A celebração de escritura de compra e venda terá lugar logo que se mostre registada a favor da primeira OUTORGANTE a propriedade dor prédios expropriados, prevendo-se, como data limite, o dia 31 de Dezembro de 1991;
8 – O preço da venda dos prédios pla primeira OUTORGANTE à segunda OUTORGANTE será o preço médio de aquisição pela Câmara , com o limite a fixar entre as partes;
9 – A segunda OUTORGANTE pagará ainda à primeira OUTORGANTE as árvore que declarar interessar-lhe que se mantenham, até ao limite de 30 000 000$00, sendo o preço unitário o resultante da avaliação a efectuar pelas duas partes, devendo cada uma delas nomear o seu perito para aquele efeito;
10 – O preço total será pago em seis prestações semestrais, iguais e sucessivas, vencendo-se a primeira 24 meses após a data da autorização referida em 6;
11 – Será devidos juros pela segunda OUTORGANTE desde a data da autorização referida em 6, à taxa que for aplicada à primeira OUTORGANTE pelo empréstimo contraído para pagamento dos terrenos;
12 – A segunda OUTORGANTE obriga-se a dar início às obras de execução dos projectados empreendimentos no prazo de 12 meses a contar da autorização referida em 6, devendo conclui-las no prazo de 5 anos;
§ único – O prezo poderá ser prorrogado por mais 12 meses, desde que sete dos nove projectos estejam concluídos e seja fundado o pedido de prorrogação;
13 – Os projectados empreendimentos será executados pela segunda OUTORGANTE, por si ou associada a outras entidades ou empresas, podendo ainda a segunda OUTORGANTE substabelecer totalmente em outras organizações empresariais, quer a execução dos projectos, quer a posição contratual ora adquirida;
14 – a) Por cada mês de atraso do início das obras será devida pela segunda OUTORGANTE à primeira OU-
TORGANTE uma multa correspondente a trezentos mil escudos (300.000$00);
b) Por cada mês de atraso no termo da obra será devida pela segunda OUTORGANTE uma multa correspondente a trezentos mil escudos (300.000$00) por cada projecto em falta;
c) Sendo a falta relativa aos projectos do Hotel ou Piscinas Tropicais a multa definida na alínea anterior se rá paga em dobro;
15 – No caso de incumprimento pela segunda OUTORGANTE, ou qualquer outro associado conforme em 12, da execução de qualquer dos projectos, por prazo superior a 6 anos, a contar da notificação referida em 6, o custo do terreno respeitante ao projecto em falta será renegociado, pagando a segunda OUTORGANTE o seu custo real à época, depois de deduzido o custo das benfeitorias introduzidas.

Santa Maria da Feira, 21 de Dezembro de 1991
A PRIMEIRA OUTORGANTE A SEGUNDA OUTORGANTE
(assinatura de Alfredo Oliveira Henriques) (assinatura dos 3 representantes da MARVA)

sábado, 8 de maio de 2010

DIVERSOS

PARECER TÉCNICO
Relativamente ao ameaço da implantação do aterro sanitário nas proximidades das Termas, foi dito pelo Presidente da Junta, na Assembleia de Freguesia e depois na Ass. Municipal, que a Direcção da Termas produzira um documento técnico bem estruturado onde se mostrava claramente a inconveniência da escolha daquele local. Pareceria muito oportuno que esse documento fosse tornado público na íntegra, na medida em que facultaria elementos para todos nós arranjássemos mais argumentos de contestação.
GUARDA DE SEGURANÇA
Quem desce o Alto do Viso, nas traseiras das casas da Junta de Freguesia, topa com uma guarda de segurança danificada há anos. Aquele equipamento, por certo, evitou que alguém tivesse entrado pelo mato adentro. Como está (há anos) não serve de nada, pelo que parece ter passado tempo que baste para que alguém mande reparar aquilo.
Outro tanto para o pedaço da grade do recreio da Biblioteca Escolar. Aquando do temporal de há meses, uma árvore que caiu danificou um troço da grade. E será para ficar assim? Também já passou tempo que baste. E também a toqueira da árvore deveria ser arrancada. Digo eu.
BAIXAS NOS FUNCIONÁRIOS
Diz a imprensa deste fim de semana que mais de metade das baixas médicas nos funcionários do Estado SÃO FRAUDULENTAS. Para além de outros males e erros, pense-se como é que o sistema não teria que desabar. Razão terá quem diz que metade dos funcionários estão por ali a mais. Será claro que no sector privado acontece algo de parecido ou aproximado. Uma boa percentagem dos de baixa estão só a receber subsídio e, muitas vezes, a trabalhar ao negro. A comer em duas pias. Porque não expõem nos postos médicos e outros locais de estilo as listas de todos os que estão de baixa? Públicos e privados.
PLACAS TOPONÍMICAS
Segundo me foi passado, agora – um tanto tarde, mas … - foi reconhecido que o tamanho das letras das placas indicadoras dos nomes das ruas da freguesia é muito pequeno e que a cor das ditas é baço e se confunde com a cor base das placas. Espera-se que, paulatinamente, venham, as letras, a ser pintadas com tinta, tão firme e duradoira quanto possível e de cor contrastante com a cor base.
EXCEDENTES DE MÃO-DE-OBRA
Sempre temos ouvido que em Portugal, temos à roda de 700.000 funcionários públicos. Agora serão alguns milhares menos. Mesmo assim, diz-se, muito mais do que os necessários para o trabalho desenvolvido. Bom, mas leu-se na imprensa que o Sr. Raul Castro, em Cuba, vai dispensar 1.000.000 de funcionários. Dá-se de barato que ainda fica gente para lá ir fazendo o trabalho público. Também se leu que começou a seguir os ditames do capitalismo. Via privatizar as barbearias e cabeleireiros. Arrenda os espaços aos barbeiros, cobra a renda e tributa com o imposto devido e lá passará a haver empresas privadas. De um só trabalhador. Grande avanço!
José Pinto da Silva

domingo, 2 de maio de 2010

Houve Assembleia

ALGUMA COISA VAI MUDANDO
Aconteceu a reunião da Assembleia de Freguesia de Abril. Ordinária e determinada por lei para ser apresentado o RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES DA JUNTA DE FREGUESIA e a Prestação das Contas da Gerência do ano anterior. O Relatório não foi pura e simplesmente apresentado, tendo sido formalmente requerido ao Presidente da Mesa. As Contas começaram com um documento pleno de erros de soma, erros que, naturalmen-
te, se reflectem nas contas apresentadas. Terá havido uma proposta no sentido de que tudo fosse rectificado e a discussão fosse adiada para a reunião ordinária de Junho e, para se não perder tanto tempo, a reunião poderia ter sido agendada para logo nos primeiros dia de Junho. Assim não foi querido. Foi votado o ponto e aprovado com os votos do “poder”. Mas algo mudou porque, agora, parece haver menos relutância em ir simulando respostas a questões colocadas pelos membros da Assembleia.
Questionado sobre o que falta pagar dos sanitários da Sé, terá dito que faltava pagar ao empreiteiro o importe de € 2 000,00, mas garantiram-se (não o empreiteiro, mas alguém próximo) que só recebera € 2.000,00. Parece que, em anexo à prestação de contas deveria vir uma folha com as dívidas por pagar. Rubrica DÉBITOS A FORNECEDORES, com discriminação de quanto a quem.
Quanto ao Calvário e questionado acerca do andamento do processo com vista ao eventual acordo para acabamento da obra, terá referido que está em curso uma intermediação de pessoas bem relacionada com ambas as partes e que as perspectivas de acordo são grandes. Mas há quem se interrogue porquê a iniciativa de reatar intermediação em tempos cortada. Diz-se, e falta confirmar, o que talvez não seja impossível, que está marcada ou a ser marcada uma audiência em tribunal e que o Presidente da Junta estará a ver as coisas mal paradas para o seu lado e da sua transgressão das boas normas. Que condições para o tal previsível acordo? Algo há-de sair.
Foi pena não lhe ter sido perguntado se houve alguma evolução quanto à Rua da Carreira. Foi retomado o contacto com o dono do terreno? Porquê se não tiram do meio da rua aqueles tubos indicadores do óculo da mina? Logo que me seja cedido, farei uma análise às contas, aos erros e a algumas verbas já objecto de perguntas.

A CORDA NO PESCOÇO

Há quanto tempo se vinha dizendo que era imperioso que se fizesse um escrutínio cerrado aos beneficiários do RSI, de molde a que tal apoio fosse dado a quem, de facto, precisa (chama-se Rendimento Social de Inserção, porque se parte do princípio de que os que têm idade e saúde para tal procuram algum trabalho para se inserirem na sociedade, de que os em idade escolar vão mesmo à escola e de que quem pode deve estar disponível para prestar algum serviço à comunidade). Tem sido um fartar vilanagem e qualquer bicho careta vai lá buscar a nota e praticamente só o beneficiário é que sabe. As autoridades de residência nem sonham quem recebe, nem quanto recebe. Vão apertar o cerco agora, por absoluta necessidade de reduzir os gastos públicos e oxalá não venham a cortar aos que verdadeiramente precisam. É o costume.

Do mesmo modo vão apertar o cerco aos beneficiários do subsídio de desemprego. Na circunstância baixando mesmo o percentual relativamente ao salário antes recebido. A medida talvez seja incentivadora de procura de trabalho, pois até aqui, quem entrasse já só saía quando se esgotasse o prazo limite. Se arranjasse trabalho, só ao negro é que trabalharia. Insisto que a melhor fiscalização seria a afixação do nome dos desempregados de cada freguesia em editais nos locais de estilo. O mesmo para os do RSI e para os de baixa médica. Quem não acha mal receber um subsídio do Estado, não pode deixar de aceitar que isso se saiba.
Só é pena é que só se tenham lembrado disto quando a coisa ficou preta e se começou a dizer que, para se ter empréstimos tudo ficava mais caro, por causa do endividamento do Estado.

LIVROS DESTRUIDOS
Já se sabia, mas agora veio a confirmação pela boca da Ministra da Cultura. Em Portugal destroem-se todos os anos mais de 100.000 livros, sobras não vendidas das editoras. A Ministra disse até que tinha vergonha de revelar semelhante barbaridade. Diremos: Porque raio esses livros não são doados a bibliotecas de Juntas de Freguesia, de Escolas, ou não são doados aos países africanos lusófonos? Ficou-se agora a saber que os livros doados ficam sujeitos ao pagamento de IVA, pelo que, para as editoras, é mais barato destrui-los. Disse a Ministra que iria ser produzida legislação a alterar esta situação. E que seja rápido que se faz tarde .
José Pinto da Silva

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alto Comissário da ACNUR

Guterres proposto para ser reconduzido no cargo de alto-comissário para os Refugiados.
António Guterres deverá ser reconduzido no cargo de alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, de acordo com a proposta feita hoje pelo secretário-geral da ONU.
O segundo mandato de António Guterres deverá começar em Junho (Daniel Rocha (arquivo))
O secretário-geral da Organização, Ban Ki-moon, que também propôs a recondução de Achim Steiner para a direcção do Programa da ONU para o Ambiente, informou a Assembleia-Geral das Nações Unidas da sua decisão. António Guterres, antigo primeiro-ministro, será reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que começa a 15 de Junho. Na mesma data, o alemão Achim Steiner iniciará o seu segundo mandato de quatro anos. Agora, os 192 membros da Assembleia-Geral deverão avaliar a decisão de Ban Ki-moon.
O Eng. António Guterres faz anos no próximo dia 30. Completa 61 anos. A publicação desta boa notícia, para ele e para o prestígio de Portugal é a minha forma de o homenagear e de lhe desejar longa vida e continuação de bom desempenho nas altas funções internacionais.
Castigos corporais. Reguadas fazem bons alunos

A reguada regressou às escolas do Texas a pedido dos pais. Em Portugal as memórias são demasiado frescas para se defender o mesmo.
Professores acusam pais por se demitirem da educação dos filhos; pais dão a mão à palmatória, mas avisam que nem todos estão preparados para dar aulas
Não se passou assim tanto tempo que a palmatória tenha caído no esquecimento colectivo. A professora fria, austera e de régua na mão ainda assombra os pesadelos de muita gente crescida. E está de volta. Não aqui, em Portugal, onde a prática foi proibida em 1993, mas numa cidade de 60 mil habitantes do Texas nos Estados Unidos. Nas 14 escolas públicas de Temple, foram os próprios pais a pedir o regresso da reguada para disciplinar os filhos mais rebeldes. O conselho escolar da cidade votou e aprovou por unanimidade o castigo em Maio do ano passado, que só é aplicado pelo director e em casos considerados graves. Três reguadas na palma da mão é a pena máxima para os que agridem os professores e funcionários, para os que roubam os colegas, para os que são apanhados a assaltar a escola, ou que sejam acusados de bullying. O castigo, instituído há quase um ano, só foi aplicado uma vez. Bastou para "reduzir drasticamente a violência escolar", explicou ao jornal "Washington Post" Steve Wright, o director do conselho escolar de Temple. O efeito preventivo da palmatória terá sido suficiente para assustar os alunos agressivos e todos estarão satisfeitos: pais, professores e alunos.
Para a violência que agora se verifica nas nossas escolas, má criação e indisciplina, a medida instaurada nas escolas de Temple é demasiado branda. Para grande indisciplina, grande disciplina punitiva. Digo eu.
IDEIAS MODERNAÇAS
Recordamo-nos que o Presidente da Venezuela Hugo Chavez disse há tempos que a tragédia no Haiti não foi um fenómeno da natureza, mas sim uma experiência falhada levada a cabo pelos americanos.
Vem a gora o Presidente da Bolívia EVO MORALES dizer que comer carne de frango, com incidência no originário da América, torna as pessoas homossexuais e que também faz cair o cabelo. Isto vinha nos jornais.
Como ainda era pouco, o Aiatollah do Irão, KAZEM SEDIGHI, disse que o aumento de relações sexuais ilícitas (fora do casamento) é a causa do aumento do número de terramotos. “As catástrofes naturais são o resultado do nosso comportamento). O Fernando Pessa diria: E esta, HEIN!!

José Pinto da Silva

sábado, 24 de abril de 2010

O Passeio dos Alegres

Categoria - Política
A vida de Sócrates não pode ser fácil. Ele até pode contribuir de forma bastante significativa para isso, mas há todo um rol de razões adicionais que, e tudo misturadinho na Bimby da política, acicatam o putativo mau feitio do PM.
Eu gosto de Manuel Alegre. Qualquer pessoa que tenha paixão pela Foz do Arelho tem um lugarzinho no meu coração. Acresce que Alegre tem um ar simpático, e culto (ó suprema excepção) e, apesar de nem sempre ter razão, é um rebelde que expressa as suas opiniões sejam elas quais sejam. Pode ser golpe interesseiro mas não deixa de ser refrescante e incita a reflexão.
Posto isto, que fará o PS em relação a Alegre? Estar a discutir presidenciais a esta distância é perda de tempo e dispersão de esforço mas entremos no jogo da "politicazinha" e façamos o exercício.
Apoiar Alegre é ter uma lata descomunal perante o eleitorado, depois da candidatura ter sido renegada nas ultimas eleições e o camarada Alegre ter sido alvo de cara de poucos amigos.
Não apoiar, implica 1. Desprezar o movimento que Alegre conseguiu mobilizar e não capitalizar os votos que ele angariou; 2. encontrar nas filas partidárias, ou nos independentes, uma alternativa; 3. Levar com a candidatura de Happy Manny, novamente, e esperar para ver o que desta embrulhada resulta, com canibalização de votos à esquerda.
Deixar o tema marinar também não e daquelas opções brilhantes.
Se Sócrates não der grande importância a Alegre, apoiando-o mas de levezinho, resignado e com ar de frete, vai levar com o boomerang à força, tendo que digerir acusações de que contribuiu para a eleição de Cavaco.
Se o apoiar, à laia de mais vale mantê-lo próximo do que tê-lo a melgar o juízo, não terá de qualquer modo descanso. Alegre não é rapaz para estar calado quando o assunto não lhe agrada, doa a quem doer.
Alegre posicionou-se, por sorte, astúcia ou estratégia, de uma forma tal que, independentemente dos resultados e dos desfechos, uma coisa é certinha: vai dar cabo da paciência a Sócrates. E fazer-lhe mais cabelos brancos.
Marta Rebelo (ex-deputada PS)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Manifestações


É do conhecimento de todos (os que ainda conheceram actos e actuações dos da “outra senhora”) que, quando os homens queriam uma movimentação de grande apoio ao grande chefe ou alguma medida por ele tomada, punham autocarros em tudo o que era sítio e “arrebanhavam” gentes aos milhares para encherem as maiores praças de Lisboa. Em 1962 estava eu em Lisboa a frequentar um curso de formação e lá fui envolvido por multidões que iam chegando de todo o país.
Depois da revolução a coisa não mudou mesmo nada. Primeiro os partidos e depois as organizações sindicais passaram a usar exactamente o mesmo sistema. Alugar autocarros às centenas e passar pelos interstícios de todas as povoações a ver quem quer ir ao comício do partido A ou B ou quem quer ir à manifestação contra o governo, o que está, ou o que há-de vir. Sempre contra o governo.
Porque é uma cópia de métodos pouco copiáveis, desafio todos os sindicatos, federações e confederações a deixarem de alugar autocarros (ou a financiar quem os alugue), continuando, claro a agendar manifestações e greves. Assim é que se poderia ver quem aderia e quem manifestava estar, de facto, em consonância com os promotores.
Façam isso e com os milhares e milhares de euros que pouparão, estudem as empresas que estão em vias de insolvência e comprem-nas e ajudem a manter os postos de trabalho. Os sindicatos e as suas federações têm no seu seio montes de engenheiros, economistas, advogados e de todas as altas especialidades. Dediquem um pouco do tempo a ser úteis e sobretudo não joguem milhões fora para ganharem uns minutos de pseudo glória nas reportagens de “grandiosas” manifestações.
Façam isso já no 1º. de Maio deste ano. Organizem tudo direitinho, mas quem aderir que vá pelos seus meios.
Não queiram continuar a copiar os métodos dos “fascistas”.

José Pinto da Silva

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sócrates ilibado do Caso Freeport

Sócrates ilibado do caso Freeport
Os investigadores do caso Freeport ilibaram o primeiro-ministro, José Sócrates de qualquer envolvimento no mesmo, avança a edição deste sábado do semanário 'Expresso'. Os detractores, onde se incluem magistrados, polícias, autarcas, deputados e que, em conjunto e em consonância inventaram as mais vergonhosas barbaridades, engoliram o próprio veneno. Que os não mate de repente, mas que os não deixe vivos. De acordo com a publicação, a última testemunha inerente ao processo foi ouvida pelo telefone na segunda-feira. A investigação não encontrou indícios que José Sócrates estivesse envolvido num alegado esquema de corrupção associado à construção do outlet de Alcochete.
PT/TVI
Agora, ao que vai parecendo, falta a Dra. Ferreira Leite, mais uns quantos que se lhe colaram, ser desmentida pelos factos e provado no CPI que foi ela quem mentiu quando disse reiteradamente e sempre que lhe passava um microfone pelo nariz, que tinha a certeza de que o primeiro-ministro sabia do negócio da potencial compra da TVI pela PT. O que está provado é que ela tinha, ou na TVI ou na PT um “fura” qualquer que lhe ia dando notícias de algumas conversas sobre o tema. Ela saberia, mas como quando se olha no espelho, estremece e pensa n’outrem. E como pouco mais tinha a dizer, disse do outro o que pensava dela própria.
MANSIDÃO
Segundo noticiou a SIC, depois de Louçã afirmar que o primeiro-ministro estava "mais manso" nas suas intervenções, Sócrates respondeu, num aparte, "manso é a tua tia, pá", um caso que, para o líder do BE, é "assunto encerrado".
"No Parlamento dirigi-me logo ao primeiro-ministro, considerando que o debate deve ter elevação e não deve ser sujeito a esse tipo de rebaixamento", afirmou hoje o líder bloquista, numa conferência de imprensa no final
da reunião da Mesa Nacional do Bloco. Deve ter elevação, mas ele fala da cloaca, onde chafurda.
Claro que ele, grosso como é de linguagem, diz que, para ele, é caso encerrado. Parece que não é para os outros, para quem foi e tem sido ofendido, por certo para forçar reacção tempestiva e, depois, dela se aproveitar. Lembramo-nos de quando ele (Louçã), com a subtileza que tenta emprestar à sua linguagem, disse que “mau grado os “uivos” da bancada do PS”. Claro que ouviu logo e sem ser em aparte, a resposta do então líder parlamentar aos grunhidos do porco.
Oxalá seja provocado um debate para se ver com são os grossos de linguagem.

BULLYNG
Parece que é assim que se chama a todas as vilezas que os alunos das nossas escolas cometem no relacionamento alunos/alunos e alunos professores. Os casos são às centenas, mas estes dias saiu nos jornais o caso de um rapazote que numa escola da zona de Faro, em plena sala de aula espancou violentamente, mesmo selvaticamente, uma aluna (sua colega). Tê-la-á derrubado e deu-lhe murros e pontapés continuados. Os pais, terão dito que o rapaz é um bocado rebelde e que às vezes se excede. Não li a reacção da escola, nem o que lhe aconteceu. Mas, se não aconteceu, deveria ter-lhe servida a dose do meu tempo. Levaria tantas bofetadas naquela tromba até servir para fritar e ficaria garantido que nunca mais se lembraria de agredir ninguém. Porque se repetisse a graça levaria dose a dobrar. Diz o povo que até os cãezinhos aprendem. Agora, às tantas, passam-no para um psicólogo que lhe fará massagens no cangote e, se tiver castigo, será uma semanada de férias.
Assim, ninguém educa ninguém. Antigamente havia casas de correcção. Ponham-nas a funcionar deveras que eles corrigem-se.
José Pinto da Silva