QUANDO, COMO E EM QUEM É POSSÍVEL CONFIAR
Primeira observação: Porque será que o presidente da Junta de C. S.Jorge // Pigeiros, se pretende algo de algum freguês aborda-o, de boca combina algo e depois para fazer evoluir manda indivíduos, seus admiradores, por certo, mas que nem são funcionários da autarquia e muito menos eleitos para qualquer órgão, nem se apresentam mandatados para o que quer que seja? E, depois, procura-se dar a volta ao prego e, tentando fazer evoluir o processo, dão por não dito o que tinha sido dito pelo tal de presidente.
LOGO: Se parecer útil, para quem quer que seja, que haja qualquer espécie de colaboração entre cidadão // autarquia, a primeira coisa a fazer é que, do que se combinar oralmente, se faça um contrato escrito e assinado pelas partes.
EXEMPLO? Tentem saber o desenvolvimento da tentativa feita, primeiro pelo presidente e depois pelos seus sequazes, para se alargar aquele caminho // carreiro que vai da EN 223 (a começar junto da casa do Jorge Pinto) até ao caminho SÉ // BERTAL (que passa ali junto à "barragem".
Com algumas entidades só bem contratado por escrito e, se possível, com assinaturas testemunhadas.
José Pinto da Silva
A este propósito recordo-me daquela tornada célebre obra do corte transversal à Rua do Tojeiro em Azevedo que, porque tudo ficou no trinta e um de boca, sem contrato escrito, sendo apesar de tudo um encargo para a Junta de € 4.000,00, e que depois deu um embróglio danado que, se fosse tentado o desembrulho teria forçosamente que dar, se calhar, prisão de alguém. O pagamento da obra (valor acordado de boca) foi caucionado por um cheque que foi rebatido indevidamente, depois foi de novo pago com cargas de materiais entregues pela Junta ao empreiteiro, materiais que vinham da Câmara e em vez de irem para obra, iam para o estaleiro do empreiteiro. E, agora, ao que anda em surdina, é que ainda houve outro pagamento. Às três terá sido de vez. Mas a catação continua e talvez se descubra o escondido.
terça-feira, 15 de abril de 2014
A LISTA DE CANDIDATOS DO P.S. ÀS EUROPEIAS APONTA PARA O PASSADO (!?)
Isto foi o que disse o Paulo Rangel na sua intervenção de apresentação de toda a lista PSD/CDS-PP em sessão que terá ocorrido na Curia e com a presença dos lideres de ambos os partidos que, observe-se, até não falaram, por certo envergonhados com o que disse o Rangel e, pior ainda, com o que disse aquela coisa asquerosa que dá pelo nome de Nuno Melo.
Disse então RANGEL que o PS teria que esclarecer se, com aqueles nomes, pretendia um regresso ao passado. E referiu que a lista tinha dois ministros de Guterres (desse ele uma perna ao mafarrico e arranjasse no PSD alguém que se lhe parecesse em qualidade e sentido de Estado), que tinha dois ministros de Sócrates e que o cabeça da lista tinha sido lider parlamentar quer de Guterres quer de Sócrates.
Será claro que os candidatos do PS não promoverão o regresso ao passado - as épocas são diferentes, as políticas haverão de ser distintas - mas lutarão denodadamente, isso sim, para fugir deste presente de assalto aos rendimentos da população em geral e sobretudo da classe média baixa que ficou absolutamente empobrecida. Estes cavalheiros não sentem a vergonha de serem promotores da SOPA DOS POBRES, agora de forma muito mais agressiva do que no tempo de Salazar, cujos tiques de toção esta gente herdou e tem tentado pôr em prática. Eu adoptaria o slogan de FUGIR DESTE PRESENTE ruinoso para o país e para os portugueses. É que a lista dos PSD/CDS é mesmo deste presente de assalto à riqueza nacional.
Quanto à coisa dita Nuno Melo, esse já decorou a cassette do PS que quase levou o país à bancarrota e do PSD/CDS que mandaram embora a troika. A resposta é deveras simples. Quem trouxe a troika foram os partidos da direita que, na circunstância, tiveram o apadrinhamento do PCP e do BE. E se a tal coisa dita NUNO MELO ainda fica com alguma dúvida na bola onde, em circunstâncias naturais, deveria ter alguma massa acinzentada, que pergunte ao seu parceiro de partido o ANTÓNIO LOBO XAVIER. Eu pergunto a estes políticos da treta (PCP e BE) se não tinham a certeza de que, derrubado um governo do PS - quiçá não bom - só poderia vir um muito pior. Mas esta esquerda canhota, em política, só não quer no poder o PS, de resto quaisquer nazis servem.
José Pinto da Silva
(texto já anteriormente inserido no blogue do PS Caldas de S. Jorge, agora com um que outro acrescento)
Isto foi o que disse o Paulo Rangel na sua intervenção de apresentação de toda a lista PSD/CDS-PP em sessão que terá ocorrido na Curia e com a presença dos lideres de ambos os partidos que, observe-se, até não falaram, por certo envergonhados com o que disse o Rangel e, pior ainda, com o que disse aquela coisa asquerosa que dá pelo nome de Nuno Melo.
Disse então RANGEL que o PS teria que esclarecer se, com aqueles nomes, pretendia um regresso ao passado. E referiu que a lista tinha dois ministros de Guterres (desse ele uma perna ao mafarrico e arranjasse no PSD alguém que se lhe parecesse em qualidade e sentido de Estado), que tinha dois ministros de Sócrates e que o cabeça da lista tinha sido lider parlamentar quer de Guterres quer de Sócrates.
Será claro que os candidatos do PS não promoverão o regresso ao passado - as épocas são diferentes, as políticas haverão de ser distintas - mas lutarão denodadamente, isso sim, para fugir deste presente de assalto aos rendimentos da população em geral e sobretudo da classe média baixa que ficou absolutamente empobrecida. Estes cavalheiros não sentem a vergonha de serem promotores da SOPA DOS POBRES, agora de forma muito mais agressiva do que no tempo de Salazar, cujos tiques de toção esta gente herdou e tem tentado pôr em prática. Eu adoptaria o slogan de FUGIR DESTE PRESENTE ruinoso para o país e para os portugueses. É que a lista dos PSD/CDS é mesmo deste presente de assalto à riqueza nacional.
Quanto à coisa dita Nuno Melo, esse já decorou a cassette do PS que quase levou o país à bancarrota e do PSD/CDS que mandaram embora a troika. A resposta é deveras simples. Quem trouxe a troika foram os partidos da direita que, na circunstância, tiveram o apadrinhamento do PCP e do BE. E se a tal coisa dita NUNO MELO ainda fica com alguma dúvida na bola onde, em circunstâncias naturais, deveria ter alguma massa acinzentada, que pergunte ao seu parceiro de partido o ANTÓNIO LOBO XAVIER. Eu pergunto a estes políticos da treta (PCP e BE) se não tinham a certeza de que, derrubado um governo do PS - quiçá não bom - só poderia vir um muito pior. Mas esta esquerda canhota, em política, só não quer no poder o PS, de resto quaisquer nazis servem.
José Pinto da Silva
(texto já anteriormente inserido no blogue do PS Caldas de S. Jorge, agora com um que outro acrescento)
quarta-feira, 2 de abril de 2014
INVESTIMENTOS ESTÚPIDOS
O epíteto do
título foi atirado pelo dr. Silva Lopes e atirava-se sobretudo aos
investimentos feitos em estádios de futebol para o EURO 2004 organizado em
Portugal. Claro que ele e outros consideram da mesma maneira os investimentos
monstruosos na Expo 98 (muitos deles serão do norte e falam por esses
investimentos terem acontecido em Lisboa. Porque se tivessem sido feitos na
zona do Porto, poderiam ter sido bem maiores que passavam logo a virtuosos). E,
na circunstância com muito mais razão, os investimentos em auto-estradas,
absolutamente desnecessárias, tendo ficado provado que não há veículos para
tanto asfalto tão logo se começaram a cobrar portagens para nelas se passar. Os
poderes centrais, ou porque fossem necessárias algumas vias, ou porque era
preciso calar autarcas – os maiores culpados por muitos destes investimentos –
poderiam muito bem ter construído as estradas tradicionais de via simples.
Mas o que me
leva a este escrito é mais o investimento nos estádios e as maldições que sobre
ele vão caindo. Em determinada altura ditada pelos calendários uefeiros
Portugal apresentou candidatura para a eventual organização do campeonato
Europeu de selecções a realizar em 2004. Toda a gente achou muito bem, toda a
gente teceu encómios à F. P. Futebol pelo arrojo da iniciativa e todos
arreganhavam a taxa contra os outros dois candidatos, a Espanha, por um lado e
a Áustria/Hungria, por outro. Toda a gente sabia, e também os detractores, que
um dos lemas da UEFA e da FIFA é a promoção e divulgação na Europa e no mundo
do desporto designado por futebol, sendo que uma dos maiores incentivos à
prática do desporto é a construção de recintos para o efeito.
Todos sabiam
que a Espanha tinha muitos estádios a mais, até porque tinha em 1982 organizado
o Mundial e bastava-lhe modernizar alguns deles. Sabiam todos também e
inclusive os detractores, nalguns casos mais estúpidos do que os tais
investimentos, que os Austro/Húngaros apresentaram um projecto de construção //
melhoramento de 10 estádios de futebol. O que significa que a candidatura de
Portugal ficaria arrumada, se não exibisse os tais 10 estádios, novos ou
reformados. E a Comissão Organizadora, para além dos que seriam óbvios (Porto,
Lisboa (Benfica e Sporting), lançou o desafio a clubes e autarquias para que,
se achassem por bem e reunissem as condições impostas pelo Caderno de Encargos,
apresentassem as candidaturas que impunham condições bem rígidas, no aspecto
construção, no aspecto financeiro e no aspecto da utilização dos equipamentos no
post campeonato. E foi dura a luta travada pelas autarquias e clubes relativamente
aos estádios que agora são mais problemáticos – Leiria, Aveiro e Loulé/Faro. É
de recordar inclusivamente que a cidade de Viseu ficou toda aborrecida porque
entendia não dever ser preterida, porque entendia mais justo que fosse o
equipamento construído mais no interior, em prejuízo de Aveiro. Só que, segundo
comunicado da Organização, o projecto de candidatura de Viseu deixava muito a
desejar e ficou vencido. Esta é a verdade.
Aquando do
anúncio do vencedor e logo que foi anunciado que caberia a Portugal a
Organização do EURO 2004, todo o mundo, toda a gente, de certeza que incluindo
os mais vergonhosos detractores de agora, atiraram chapéus ao ar, numa euforia
indescritível, porque Portugal viu aumentado o seu prestígio no contexto das
nações.
As obras foram
executadas, segundo os respectivos projectos e na altura marcada para cada
caso, os estádios foram sendo disponibilizados e, no jogo jogado pela nossa
selecção foi o que se viu. Não correu como se previra e sobretudo como se
desejara. Mas … fez-se boa figura.
E quanto aos
investimentos que alguns estúpidos classificam olhando-se ao espelho e
chamando-lhes o que são, saltem sobre quem não está a cumprir com o que se
comprometeu e que foram algumas autarquias e alguns clubes. Deixem, desta vez,
o Estado de fora.
José Pinto da Silva
31/03/2014
OBSESSÃO HOTELEIRA
Caberá iniciar
com o recordar uma ocorrência de há anos. Andava-se na campanha autárquica de
2009 e um candidato à Câmara alçou a bandeira da cedência de lotes de terreno
nas zonas industriais, nas existente e noutras a desenvolver, a € 1,00/m2, com
o fito de promover o investimento e, por ele, a criação de emprego no concelho.
Lembramo-nos bem, e quem se não lembrará, da matilha que lhe soltaram às
canelas, que não passava de uma tirada demagógica, incumprível por carestia de
meios, e mais que tira e mais que põe. E não esqueceremos que a matilha, toda
ela, tinha tons alaranjados. Seria, portanto, demagógico prometer a dispensa de
lotes em zonas industriais a € 1,00 o m2 em 2009, para ser normal, realista e proveitoso,
para os zelotas da mesma tonalidade, “vendar” ao mesmo preço de euro/m2 uma
parcela significativa de terreno situado no local mais nobre e emblemático de
Caldas de S. Jorge. Neste caso, lote atribuído sob concurso, com caderno de
encargos (como seria na proposta de 2009) a obrigar a construir, em prazo
assinalado, determinado equipamento do segmento turístico/hoteleiro. Com estas
linhas preambulares para dizer que nada a opor à iniciativa, desde que, claro,
os pressupostos sejam cumpridos.
Salta à evidência
que o investidor, pessoa experiente no investimento imobiliário em geral e
particularmente no segmento hoteleiro, fez um exaustivo estudo económico do
investimento que se propõe arriscar, propondo-se ir, inclusive, para além do
imposto pelo C. E., subindo um ponto no estrelar da unidade. O C.E. impunha a
edificação de unidade de tipologia mínima de três estrelas e foi por ele,
investidor, anunciado que optaria pelas quatro estrelas, melhoramento que não é
dispiciendo e menos de desconsiderar. E, por certo que não pensará suportar a
rentabilização do empreendimento com as afluências termalísticas, como as
termas não estarão de olho num hotel tetra estrelado para captação de
presenças. A pesquisa prévia para a decisão de investir terá deixado a indicação
de que o grosso da clientela termal é ambulatória, dada a origem territorial
dos termalistas. Desde que começou a haver estradas e o uso do transporte
individual se generalizou. É bem mais barato ir e vir, de e para um raio de até
30//40 km do que hospedar-se, mesmo em aposento menos estrelado.
Assalta-nos a incerteza quanto ao
futuro da paisagem implantada do outro lado da rua do Monte de Cima. Será que
um empreendimento hoteleiro tetra estrelado se compatibilizará com as ruínas da
Fabruíma e do imóvel contíguo, constituindo um quarteirão com mais de 50 metros
de lado? É uma evidência que não haverá compatibilização adivinhável. E a quem
vai caber a aquisição//recuperação//demolição de tudo aquilo? O C E não aponta
para que seja obrigação do empreendedor. Nem sequer fala nisso. Virá a caber à
Câmara Municipal?
O
desenvolvimento do processo haverá de dizer. Para além do melhoramento visual,
algo sempre haveria que ser feito para agilizar as acessibilidades para a
futura unidade e sempre implicaria com uma alteração profunda daquele pedaço,
já que se não divisa outro acesso que não seja por uso da rua do Monte de Cima.
Algo se saberá com e aquando da execução do projecto que tem prazo marcado.
Mas o que deu
origem ao escrito e ao título foi o facto de se saber, por boca própria, em
entrevista neste mesmo hebdomadário há três semanas, que a construção daquele
hotel, naquele local, é objectivo programático de mandato de uma pessoa que foi
eleita presidente de Junta, no caso de duas freguesias. Parece ser demasiado
redutor, em comunidades de tantas carências, mesmo no âmbito de equipamentos
públicos, mas também nos segmentos sócio-culturais, ter como objectivo zénite o
desafio de um particular que, perante as vicissitudes económicas do país e dada
a exiguidade da caução investida, facilmente poderá inverter as suas orientações
de investimento. Pobreza de meta.
José Pinto da
Silva
FIQUEI SIDERADO
Fui há dias
visitar pessoa amiga com quem não estava há vários meses e, naquela de jogar
conversa à rua, falou-se de colecções e coleccionismo. Eu lá fui desabafando a
lembrar que tinha alguma fixação em canetas de tinta permanente como elemento
de colecção, para além de muito gostar de escrever com caneta, que gosto de
olhar para selos, sobretudo comemorativos e também moedas e medalhas de
comemoração, mas e sobretudo livros. Neste tema fui-me demorando por ser o que
mais me tem prendido a atenção e captado algumas das minhas poupanças. Sempre
reduzidas, claro, mas tendo, mesmo assim proporcionado o gosto de ir aumentando
o espólio bibliográfico. Também com algum espírito coleccionista, na medida em
que podem juntar todas as obras de determinados autores, os diversos títulos de
determinado género ficcionista, a junção de obras de escritores prémios Nobel,
etc. Tenho presente, por exemplo, a primeira grande colecção de livros de bolso
editada em Portugal, nos anos 60, colecção de 100 títulos e que ficou conhecida
como “Livros RTP”. No meu espólio bibliográfico figuram muitos títulos que
foram comprados mais com o espírito de colecção do que com a expectativa da sua
leitura.
Feito este
rápido desabafo a respeito de colecções e coleccionadores, diz-me o meu
interlocutor: “Por falar em colecções, conheces, por acaso, a minha colecção de
relógios?” Não retorqui e fiquei a imaginar uma porrada de relógios de pulso e
bolso, quiçá muitos mesmo, desde os antigos de dar corda e sem datador até os
digitais de agora. “Pois então, vem comigo ali acima que já vais ver”. E lá
fomos para uma parte de casa que devia ser ampla, mas que agora está pejada de
estantes e prateleiras. E fiquei, como se diz no título, siderado. É que me fui
deparando com centenas, muitas, de relógios de sala, a revestirem todas as
paredes do espaço, de diversos tamanhos e feitios de caixa, mostradores e
pêndulos dos mais diversos modelos e de antiguidades diferentes, incontáveis
relógios de parede, também dos mais variados modelos e feitios de caixa e
mostrador e fica-se extasiado ao ser confrontado com a quantidade de relógios
de mesa, dos mais variados feitios e apresentações, alguma exibindo obras de
arte em escultura cinzeladas em diversos materiais e … tantos! As prateleiras
estão francamente entupidas com tantos exemplares, todos bem encostados para
ganharem espaço, pois a procura de mais exemplares continua. A somar a toda
esta panóplia, há ainda alguns exemplares de contadores de tempo antiquíssimos,
dos que têm a força motriz provocada por uma corda (cordel) com um pedaço de
rocha a fazer a pressão pendente. E, depois, a colecção de despertadores, estes
dependurados a esmo nos intervalos deixados entre cada relógio de parede. É
mesmo de ficar embasbacado, não se pensando no montante ali investido que,
direi eu, não tem conto.
“Ó fulano,
atirei eu, já ao jeito de saída, esta maravilha merecia estar exposta de outra
maneira, cada peça mais separada da sua vizinha, com uma apresentação
museológica, nomeadamente com o historial de cada peça escrita e colada junto,
com origem, data de fabrico, data de aquisição, se foi restaurada ou assim
adquirida…etc” – Não te preocupes, retorquiu o coleccionador, que está já a ser
preparado um espaço, não longe daqui, onde cada peça será bem exposta, ao jeito
museológico, como dizes, cada unidade sairá bem dignificada e, depois de
instalada toda a exposição, passará a ficar acessível ao público, exactamente
como em museu.
Convirá dizer
que este caso não está divulgado, não há muita gente a saber desta existência
e, a qualquer visitante, está impedida a tirada de fotografias. Logo que em
exposição pública o assunto será badalado e divulgado à exaustão.
José Pinto da
Silva
ORÇAMENTO PARA 2014
(Junta da União C. S.
Jorge/Pigeiros
Foi presente à
Assembleia de Freguesia, na reunião de 23 de Dezembro de 2013, ao par do Plano
de Actividades, este já parcialmente abordado noutra nota. Foi pena que, sendo
o primeiro Orçamento da União, não tivessem sido isolados os valores relativos
a cada comunidade. Do mesmo passo, e ainda por se tratar do primeiro orçamento,
foi pena que certas verbas não tivessem sido decompostas. Está no gene não
informar cabalmente.
Antes ainda de
comentar algumas verbas, é capaz de ser útil divulgar duas ou três normas da
Lei 73/2013, para conhecimento de alguns que não conheçam.
ARTº. 7º. Nº. 1 – A actividade
financeira das autarquias locais está sujeita ao princípio da transparência,
que se traduz num dever de informação mútuo entre estas e o Estado, bem como no
dever de DIVULGAR aos cidadãos, de forma acessível e vigorosa, a informação
sobre a situação financeira;
ARTº. 55º. Nº. 8 – O montante das
dívidas orçamentais das freguesias a terceiros, excluindo as relativas a
contratos de empréstimo de curto prazo ou abertura de crédito, NÃO PODE
ultrapassar 50% das receitas totais arrecadadas no ano anterior;
ARTº. 74º. Nº. 2 – A
contabilidade das entidades referidas (aut. locais, entidades intermunicipais)
no número anterior respeita o Plano de Contas em vigor para o sector local,
podendo ainda dispor de outros instrumentos necessários à boa gestão e ao
controlo dos dinheiros e outros activos públicos, nos termos previstos na lei.
A primeira
falha é a ausência do mapa de pessoal (pessoal eleito - membros do executivo -
e contratado) com a remuneração individualizada. Do mesmo passo, faltou falar,
escrevendo, com detalhe, da legião de pessoas dispensadas pelo IEFP, faltou
relatar a posição actual dos € 81.000,00 incluídos em Caixa e objecto de
orçamento rectificativo. Quantos são, afinal, os desempregados enviados pelo
IEFP e quanto pesam nas despesas gerais? Além destas quantas pessoas mais a
Junta contratou, suportando as respectivas remunerações?
E por fim,
seria necessário, nesta freguesia (falo no singular porque o contrato é
anterior à junção), arrebanhar tanta gente? Para fazer o quê durante um ano? E
há na autarquia capacidade para gerenciar cerca de 20 trabalhadores? Ou
trata-se de algum programa nacional para diminuir desemprego nas estatísticas?
Mesmo que me
acusem de gastar a mesma tecla, insisto que nestes anos todos de governança, o
executivo nunca informou, nem cidadãos, nem os eleitos locais, o que estava em
dívida a fornecedores, nem a quais fornecedores, ouvindo-se com insistência que
alguns credores faziam plantão junto da sede a fazer escarcéu na procura de
algum à conta.
Em 23/12/2013,
como anexo ao orçamento, foi apresentada uma listita com nomes de credores e
respectivos créditos. Só que, logo, foram detectadas falsidades. Um fornecedor,
de crédito confirmado (de pouca monta, diga-se) foi omitido. O valor
apresentado como crédito do maior credor foi desmascarado como representando só
cerca de 20% do total em débito. Detectou-se que haveria um credor de vários
milhares de euros e que nem sequer tinha facturado o trabalho que executara. E
a quem vai facturar agora? Quem encomendou o trabalho e dele beneficiou já não
existe e será que a nova autarquia irá aceitar um débito que não é seu? Não
falando, agora, na fraude de índole fiscal que anda pelo meio. E também se diz
que ninguém crê que a obra do Quiosque tenha sido paga e admite-se mesmo que
poderá não estar facturada. Pelo menos em parte.
Imagine-se que
a Assembleia entendia os valores como certos e viesse a deliberar não autorizar
qualquer pagamento para além daqueles credores, nem para além dos valores
exibidos? Mais, se os valores das dívidas forem corrigidos para o que parece
ser o real, fica claramente ultrapassado o limite do endividamento possível
previsto no artigo 55º. da lei 73/2013.
Só mais uma
nota para esta primeira referência ao primeiro orçamento anual da autarquia
Caldas de S. Jorge/Pigeiros. É referenciada uma receita de capital de €
25.000,00 por alienação de terreno(s). Seria mais do que legítimo exigir-se a
informação sobre que terreno, ou terrenos, está em vista ser vendido.
Pelas razões
já expostas e várias outras ainda não explicitadas, EU não teria votado
favoravelmente o documento.
José Pinto da Silva
terça-feira, 18 de março de 2014
CALDAS 2027
Sem,
obviamente, querer entrar em qualquer espécie de polémica, mas tão só querendo
obter algum esclarecimento e, sem falsa modéstia, soltar alguma adenda útil. Quero
enfatizar o respeito que sinto pelas pessoas, todas, que se envolveram no
projecto, incluindo no parto do nome e até a humildade – que não comparo a
qualquer espécie de subserviência – de dividir a autoria do projecto com quem
nada tem a ver com ele, a não ser o ter ajudado a disponibilizar o espaço da
instalação. Àquele grupo de jovens, a esses, passo parabéns.
Mas, como a
admiração não passa, comigo não passará nunca, pela bajulação, vou expressar
alguns desacordos e começarei pelo nome dado ao projecto. Porquê CALDAS 2027?
Li, ou ouvi, ou sei lá se as
duas, que 2027 seria a data em que se comemoraria o centésimo quinquagésimo
aniversário do 1º. Tratamento nas Termas. Se essa é a premissa, o primeiro
tratamento teria sido em 1877. Li noutro local que o nome dado seria para
marcar os 240 anos da primeira cura. Neste caso, essa cura teria ocorrido em
1787, data que, compulsadas várias descrições, não aparece registada. O Dr.
António Ferreira Pinto da Motta escreveu, em documento sobre Caldas de S. Jorge:
(sic): “ O anno da primeira estação
balnear, assim como a epocha em que as Caldas começaram a conquistar um nome
honroso as suas congéneres, não se pode fixar precisamente. O data do
descobrimento d’este manancial é, para uns, como Pinho Leal, em 1770 e para
outros 1797 (1) É provável pois, que esta água seja d’origem mais
remota n’aquelle local, embora nada conste a tal respeito. O mesmo autor, mais adiante no mesmo documento,
escreve, depois de referir o aquecimento da água em panellas de ferro e que o
banho era à prova da sensibilidade calorífera da mão do banhista inexperiente:
(sic) “Com uma captagem imperfeitíssima,
com uns cubículos ou espeluncas de banhos sujos, mal calafetados e immundos, a
Câmara da Feira, em 1843, iintroduziu n’este estabelecimento balnear alguns
melhoramentos d’inadiavel realisação”.
Ora esta data
1877) é contrariada também pelo que está expresso no pequeno monumento à
entrada sul do parque, que lembra a data de 1892 como tendo sido a do primeiro
tratamento em estabelecimento estruturado. Para cabal esclarecimento desta
situação, vou transcrever o que escreveu em 1940 o Padre Costa e Silva no
Jornal TRADIÇÃO, a pag. 61 (não é visível o mês da edição).
“ (…) foi ao abade Inácio, em
princípio do século 19, que coube a glória do aproveitamento regulamentado
destas águas. À sua custa, mandou construir tanques de madeira e barracas para
banhos. Outros vieram ajudá-lo. Fez-se a primeiro instalação balnear. Foi
melhorada em 1843. Mais tarde, foi a Câmara autorizada a contratar a construção
dum novo edifício. Esta construção começada em 1889 foi dada por pronta em
1892. Até 1914 só banhos de imersão. Foi nesse ano que começaram os grandes
melhoramentos nas Caldas, para as quais têm concorrido muito as insistências do
zeloso director clínico. Inalações, pulverizações, irrigações nasais, duches e
banheiras de mármore, tudo isto se fez neste ano e seguintes. Em 1932 a
buvette, banheiras esmaltadas e pavimentação do átrio. Nos últimos anos, o
revestimento das paredes e pavimentos dos quartos e azulejos e mosaicos, motor
eléctrico e portão de ferro …”
Em boa
verdade, a data de 1877 ficou supinamente no tinteiro do Padre Costa e Silva e
do Dr. Antonio da Motta. Daqui se infere que o nome nada tem a ver com os 150
anos dos tratamentos, nem com os 240 da primeira cura. Em 1892 foi quando se
inaugurou o balneário com estrutura a merecer o título, ou a razão do nome do
projecto é toda outra. Fica o desafio para o esclarecimento e fica a intenção
de, em próximo escrito, falar um pouco do que é chamado logotipo (ou logótipo).
Definição, origem e representatividade.
José Pinto da Silva
Nota: É sabido que um documento existente diz que em 1097
era feita referência a “Caldelas” – ‘ in uilla Caldelas hic in Sancto
Georgei….’ Ora o termo caldelas indica que havia água de caldas, logo seria
mais do que provável que já tivessem ocorrido curas.
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