segunda-feira, 14 de julho de 2014

COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA(?)

Há poucos dias passaram-se 800 anos sobre a data tida como de início da língua portuguesa. É então uma lindíssima anciã, cabelos todos brancos, mas cabeleira integral e saudável.
No próximo dia 23 (registe-se: 23 de Julho de 2014) vai esta vistosa e virtuosíssima velhinha ser atropelada pela trapaça de um trambolho a desconjuntar-se, dito C. P. L. P., atropelo que levará Camões, Pessoa, Saramago e Camilo, Nemésio e Eça a voltearem-se nas tumbas e chorariam baba e ranho se não fossem só restos de corpos. No dia 23, reunirão em Dili (que pena que Timor alinhe nisto) e, com o vergonhoso voto favorável do representante português na, a partir de então, imprópria CPLP (não representa, o delegado português –e, vergonha das vergonhas, estará lá para dar a bênção final, o presidente da República -  nem de perto, nem de longe a língua que, a começar no berço, foi aprendendo a conciliar).
Os representantes da tal comunidade, que passará a não ser da língua portuguesa, vão, por unanimidade, votar a integração, de pleno direito, nessa comunidade, a Guiné Equatorial, que, além de ser de línguas oficiais espanhola e francesa, naturalmente adulteradas pelos inúmeros dialectos regionais tão difusos em todos os países africanos, é governada por um sanguinário ditador há décadas, num país que, tendo o maior PIB por cabeça de toda a África, 76% da sua população vive na maior das misérias. O governante não deve soletrar uma única palavra de português, mas, por interesses inconfessáveis, mais de membros como o Brasil e Angola, COMPROU, não adiantaria escamotear a verdade com palavras mais suaves, comprou de facto a sua entrada nesta comunidade. É um grande produtor de petróleo e gaz natural, logo tem direito de entrar em todas as passadeiras vermelhas que, a pretexto de tudo e nada se estendem por muitos locais. Gente de lá, normalmente os mais corruptos (a corrupção é por lá uma instituição que não recua nem perante o sal), despejou um pipa de dinheiro num banco de cá, dos que estavam enrascados, vai investir outra pipa na construção de uma embaixada super luxuosa e, com mais algum, vai até comprar a nacionalidade portuguesa. Bastará que a D. Dilma e o Engº. José Eduardo assim decidam.
Vergonha das vergonhas, o governo português aninhou-se reverencial junto dos grandes países da língua de Camões que, simultaneamente dominaram os outros países africanos, despejando capital em cima da necessidade.
Tenha o representante português alguma decência e, ou anuncie a saída de Portugal dessa súcia, ou proponha, e exija aprovação, a alteração do nome da instituição. É que há outros países a anunciar a vontade de integrar o mesmo grupo. Imagine-se a Ucrânia, a Índia e vários outros. Que diacho, ao menos que venham os países onde temos grandíssima comunidade emigrante, como Venezuela, Alemanha, França ou África do Sul.
23 de Julho de 2014, dia de luto para a LÍNGUA PORTUGUESA.


José Pinto da Silva

quinta-feira, 10 de julho de 2014

TASCAS/CHURRASQUEIRAS NA VIAGEM MEDIEVAL

Em ocasião de botar conversa fora, dizendo-se imensas coisas para pouco dizer, uma alma acabada de chegar perguntou, em voz alta, se alguém sabia quais as condições exigidas e exigíveis para se candidatar a um lugar, com barraca, na “Feira da Febra”, que acontece lá em baixo na Coba (estou a usar a expressão ouvida) no início de cada Agosto. Em voz simultânea, dois ou três insinuaram que poderia perguntar a uma qualquer associação das que costumam instalar-se lá, e há várias à nossa roda, ou, segundo informações, há uma página na Internet que explica tudo isso. Não sou candidato, não estou informado, nem quero saber, atirou um outro.
É que, acudiu o inquiridor, disseram-me que a condição mais pontuada para se lá chegar (parece ser preciso instruir um processo bastante completo e de compilação complicada) é o seu comportamento no desempenho em eventos de anos anteriores.
Olha os filhos de não sei quantas casas! Então como é que uma Associação (ou outra entidade elegível) que nunca lá tenha estado há-de responder a esse quesito? Significa, insiste o indignado, que há por ali uma cambada fechada que deve ter determinado que os que lá estão, lá estão e que não há vaga nem vez para mais nenhum intruso. Isto, porque, aventou, a experiência anterior e o bom desempenho conta 50% na apreciação do processo. Filhos de muitas casas! Repete o mesmo.
Parece que uma Associação (ele não a nomeou, mas alguns dos presentes deram a entender que saberiam de qual se tratava) que é I P S S (Instituição Privada de Solidariedade Social) se candidatou, elaborou o processo direitinho, apresentou toda a parafernália de documentos necessários e exigidos, elaborou uma Memória Descritiva focando a sua actividade de Bem-Fazer a não sei quantas pessoas de vários escalões etários, não foi contemplada com um espaço (e barraca/assa febra), SÓ porque não tinha experiência.
Olha os bandidos! Deixou ele sair. E, os que de lado estavam, corroboravam. De facto anda por ali tramóia! Outro sugeriu que quem manda nesse campeonato deveria pôr a regra de, não havendo espaço para aumentar a divisão (número de associações), podia estabelecer um critério de saída de algum de mais fraco desempenho, para deixar entrar algum novo que apresentasse parâmetros elegíveis, sem se levar em conta o critério da qualidade de desempenho anterior. Ou então ir aumentando o número de presenças.
Assim como está é que cheira a compadrio, a jeitos, a favores, a amiguismos. E quem é que manda nessas decisões? Perguntou um lateral. Olha, tem tudo a ver com a Câmara, com a Feira Viva e com a Federação das Associações que, ao que é dito, tem forte domínio nas decisões. A propósito! Esse tal novo candidato é sócio dessa dita Federação?

José Pinto da Silva

CANDIDATURAS À EXPLORAÇÃO DE "TABERNA DA VIAGEM MEDIEVAL 2014"

O texto acima foi escrito em 2012 e teve por fim denunciar a prática clara e ostensiva de fórmulas de amiguismo e claro uso de influências na atribuição das Tabernas à exploração por Associações do concelho. Foi público, este ano, o lamento da direcção de uma IPSS por não ter sido contemplada também este ano, pois já se tinha candidatado em anos anteriores e sempre fora preterida, mantendo-se, ao que é lamentado, o critério de atribuir 50% de classificação ao desempenho em anos anteriores. Forma maquiavélica de impedir acesso a qualquer novo candidato.
Nos queixumes apresentados pela candidata relegada está o facto de pretender angariar meios para ver se consegue manter-se a instituição em actividade e com as valências de apoio a crianças e idosos, além de sustentar diversos postos de trabalho. Tratando todo o mundo (excepto eles mesmos) como não pensantes, à reclamação do, soi disant, injustiçado os dirigentes da tal Federação das Colectividades dizem que não lhes cabe preocuparem-se com a situação financeira dos concorrentes, como se algum dos que para lá vão o faça por qualquer outra razão que não o apuro financeiro. Claro que os decisores têm disso plena consciência e fazem, com tais critérios de manutenção dos mesmos, pensar como são repartidos os rendimentos das explorações. Quem se aboleta com quanto.
É uma evidência que perante situações que tais, que tresandam a favorecimentos, a Câmara Municipal, a verdadeira dona, quer do espaço, quer de toda a logística, tem o dever de intervir no caso, directamente ou por delegação cedida à Feira Viva e fazer alterar radicalmente os critérios de atribuição dos espaços, além de, porque não dizê-lo, ordenar imediato inquérito à fórmula e à sua postura em prática, porque é sabido que os decisores decidem em causa própria.
Continuando como está, nada adianta, porque quem se instalou não se desinstala e tem sempre os votos de quem será sempre contemplado. Porque não obrigam cada candidato a apresentar, e tornar público, o Plano de Actividades: o que realiza em cada ano, quem beneficia da sua actividade, quanto na verdade apura no decurso da Festividade (Viagem Medieval) - a comparação entre apuro de uns e de outros deve deixar qualquer observador de cara à banda - e, depois, obrigar a que cada contemplado torne pública a aplicação do apuro líquido. É que enquanto uns mostram ao mundo algum investimento e exibem actividade regular e continuada, outros, nem têm sede, nem parece que vontade de a ter e a actividade ...é pouco melhor o silêncio. A verdadeira e esperada actividade não passa de explorar a Tasca e arrecadar a receita para fins que só eles ficam a saber.
 Considero a receita líquida obtida na Viagem Medieval como um capital público, logo implicando com a obrigatoriedade de publicitação da sua utilização. E, para finalizar, que seja CLARAMENTE dito se, para ser olhado pela tal de Federação, é necessário, bastante e obrigatório, ser dela associado, ou pelo menos, pagar uma quota, jóia ou outra espórtula qualquer.

JPS

domingo, 15 de junho de 2014




                                                                     VÁ LÁ, VÁ LÁ …..

No cumprimento da sua actividade corrente de enriquecimento cultural (com o alimento gastronómico de qualidade à mistura), no dia 7 deste mês foi levada a efeito mais uma visita, desta vez a dois altos vultos da cultura portuguesa.

Por proposta do Álvaro Alves e consequente organização sua com a coadjuvação do Eugénio Santos (neste grupo não se distinguem títulos ou qualificações), fez-se uma excursão à cidade de Amarante com o fito de se visitar e tomar ciência das obras de AMADEO SOUZA-CARDOZO, grande mestre da pintura de finais do século XIX // início do século XX e do escritor // poeta TEIXEIRA DE PSCOAIS ambos nados naquelas paragens amarantinas.

Imaginem, que se cumpriram horários e pouco depois das 9,00 horas arrancou o autocarro do cruzamento do banco e parou na Vergada para colher 4 ou 5 inscritos, entre os quais os dois organizadores. O programa estava elaborado e foi dito que era para cumprir. O Eugénio descreveu alguns dados biográficos de ambos os a visitar, dados que, relativamente ao pintor AMADEO, foram enriquecidos pelo Professor Celso FRANCISCO dos Santos (irmão do Eugénio), professor de História da Arte na Faculdade de Letras do Porto, que facultou notas mais detalhadas do percurso do pintor.

A viagem até Amarante decorreu naturalmente sem incidentes e logo que descidos do autocarro (éramos 34 ao todo) dirigimo-nos para o Museu AMADEO SOUZA-CARDOZO, tendo-nos sido destinada uma guia que foi identificando cada sala e dando notas sobre as diversas obras e falando também do artista coevos, António Carneiro. Nestas explicações interveio também o Professor Celso. Na apreciação de um quadro de AMADEO gerou-se alguma inter-acção entre a guia e a audiência, tratando-se de uma pintura abstracta, pelo menos assim considerada pelos menos conhecedores. E fez-me lembrar algo que li primeiro a propósito do valor, ou manos valor de determinada obra. Disse alguém que a mesma obra, feita com a mesma técnica, apresentando o mesmo aspecto, tendo a mesma policromia, vale muitíssimo ou quase nada, dependendo da assinatura, do autor. E ainda o conceito de belo e de beleza. Num colóquio alguém referiu que a mesma coisa será bel ou horrorosa, consoante nos extasia ou nos prejudica. Assim, um vulcão em actividade proporciona uma imagem belíssima, mas se a expulsão da lava nos cai em cima da casa transforma-se num horror. E a imagem de uma leoa a perseguir uma presa é de uma beleza cativante, mas se formos nós os perseguidos, só nos causa aflição.

Terminada a visita, passou-se bem rápido, os que o entenderam, pela Igreja de S. Gonçalo e apreciou-se a beleza da capela-mor e de outros nichos.
Já não cedo, corrida para o restaurante onde se havia contratado o serviço. Era o ZÉ DA CALÇADA. Óptimo estabelecimento e que prestou um serviço primoroso, seja na qualidade e apresentação da ementa, como o atendimento. A visitar em se passando por Amarante.
Depois de almoço fez-se uma visita ao solar de Teixeira de Pascoaes, edifício que só pudemos ver do exterior, já que a zeladora teve um AVC e não tinha substituta. Viu-se a característica do monumento e jardins. O recheio deste solar foi adquirido pela Câmara de Amarante, sendo que os móveis foram deixados no solar e todos os outros pertences foram expostos no museu municipal. A vista a partir dos jardins é maravilhosa. A saída colhemos framboesas de uma sebe delas.

Dali fomos directos à freguesia de Mancelos, lugar de Manhufe, onde, por especial deferência dos actuais proprietários (sobrinho neto de AMADEO) e com a simpática interferência do Dr. Armindo Abreu, anterior Presidente da Câmara de Amarante e que nos acompanhou nesta visita, visitámos duas dependências da casa que foi de AMADEO SOUZA-CARDOZO. A cozinha, à época a peça mais importante da casa, porque zona de socialização, enorme, tem ainda a lareira e os escabelos da época, a mesa de levantar e todos os indicativos de estar como quando foi feita. As paredes estão ornadas com lindíssimos pratos de cerâmica pintada à mão. A sala mantém os móveis iniciais, sendo que as portas de um armário porta vidros exibem pinturas feitas pelo AMADEO. Na frente tem um amplo logradouro e um outro menos, de acesso à capela (esta implantada mais tarde) de onde se desfruta uma paisagem maravilhosa. Daqui fomos visitar a Igreja de Mancelos, uma Igreja Românica, digna de boa apreciação e, na circunstância, foi-nos facultada uma explicação detalhada pelo Prof. Celso Santos. Visitou-se depois o cemitério local e o jazigo onde está sepultado o AMADEO.

Completada esta visita, deu-se por cumprido o programa e, sendo já hora tardia, em vez de se parar de novo na cidade de Amarante, como chegou a ser falado e era opção de alguns, viemos fazer uma paragem perto de Penafiel para algum aconchego do estômago, cerca de meia hora e depois regresso sem qualquer outra paragem, que não fosse a de largar alguns passeantes que moravam na zona de passagem e não tinham deixado carro no ponto da concentração matinal.

Resumo: Foi uma jornada de enriquecimento cultural e foi mais uma etapa de convívio.


José Pinto da Silva

terça-feira, 20 de maio de 2014

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2014

Na sua digressão pelo país em geral e, concretamente, pelo concelho da Feira, na espinhosa e estafante campanha eleitoral, FRANCISCO ASSIS, o primeiro da lista do PS, a encabeçar a melhor lista de candidatos de quantas se apresentam ao pleito eleitoral, tirou uma hora ao seu programa geral para, numa fugida, parar em ARRIFANA, para, além de promover a candidatura em que está empenhado, incentivar o seu apoio pessoal e do Partido Socialista à candidatura de RUI FERREIRA à Presidência da Junta de Arrifana, com eleição marcada também para o próximo Domingo, dia 25 de Maio.
Enquanto se aguardava a chegada de Assis, pude rever alguns amigos que já não via há muito, e aqui destaco o Dr. Manuel Afonso Strecht Monteiro que, soube na hora, tem andado a lutar contra a doença que o traz ainda debilitado, também sequela de uma intervenção cirúrgica a que foi submetido há poucos dias. Esteve presente uma boa moldura humana, sinal de que o povo de Arrifana vai, desta vez, emendar a mão e dar a vitória ao RUI FERREIRA e estiveram a prestar a sua solidariedade e apoio vários deputados eleitos pelo círculo de Aveiro.
Dada a instabilidade do tempo, a sessão desenvolveu-se nas instalações dos Bombeiros de Arrifana e, primeiro falou o presidente da concelhia da Feira do PS (apresentado como candidato às Europeias) e falou o Rui Ferreira que, em dois/três minutos disse tudo o que era útil. Mereceu palmas. Depois, FRANCISCO ASSIS, com a sua capacidade de dizer, demorando um pouco mais, escalpelizou a situação na Europa e o estado a que este governo deixou chegar o país, nas diversas vertentes da governação, como, saúde, educação, desenvolvimento, apoio à economia, etc.
Uma sessão curta, mas útil. Do meu ponto de vista, com forte apelo à VOTAÇÃO em massa, porque a ABSTENÇÃO NÃO É SOLUÇÃO.

José Pinto da Silca

domingo, 11 de maio de 2014

08//MAIO//1970 --- 08//MAIO//2014 --- 44 anos depois

O que dizem as fotos? A PRIMEIRA, ainda de 1969, foi o primeiro sinal de que algo haveria de ocorrer. A mão dada escondida da objectiva: A SEGUNDA no alto do Cristo Rei, no dia 9/5/1970; A TERCEIRA o mini dentro do qual zarpámos no início da tarde daquele dia 8; A QUARTA a visita do António e Eny com os pais desta mais o Fernando, vindos do Brasil, em altura de relações muito distantes da restante família. Foi um lenitivo consolador; A QUINTA enternece ver que os meus filhos com o nosso, ficaram todos OS NOSSOS; A SEXTA com o nosso primeiro filho algures em 1971; A SÉTIMA a imagem que, para nós, é paradigma da felicidade. Com o primeiro pela mão e o segundo a fazer o primeiro caminho; A OITAVA e A NONA a selar o compromisso oficial de casamento, no Registo Civil em Agosto de 1979; A DÉCIMA já mais recente na Vila de Almeida durante um passeio.
Esta postagem para deixar o meu reconhecimento à dedicação e à capacidade de compreensão que a GUIDA entendeu dedicar a esta união. Aceitou, sem questionar, os meu dois filhos mais velhos e criou-os como seus; Aceitou receber o meu tio. "Tratá-lo-ei como se fosse o teu pai, são como são e doente como doente". E quantas canseiras ele lhe provocou. E ... com que carinho olhou por mim enquanto muito doente e com que esforço lutou numa fase bem ruim da nosso vida.
Li algures e, vou citar de cor: Posso estar longe de tudo e tudo suportarei .....
SE ESTIVER PERTO DE TI.



















terça-feira, 6 de maio de 2014

A LIXEIRA NO LUGAR DO LAGO

Porque a sem vergonhice desta Junta de Freguesia não esfriou, continuam as descargas contínuas de entulho da mais variada espécie no terreno (lote) urbano (local da antiga casa da Maria Armanda). Trata-se, de facto, de uma ofensa ao lugar, mas o mais grave está a ocorrer. Estive a falar com uma antiga residente na casa que ali existiu e foi-me dito que o entulho já tomou vários metros do terreno vizinho (para sul), que é pertença de alguns herdeiros da família da D. Inês. Será claro que, se fosse eu o proprietário do terreno contíguo, teria já apresentado queixa às autoridades por invasão de propriedade alheia por banda da Junta de Freguesia (especialidade em que quer este presidente, com a conivência do agora tesoureiro e antes presidente da Assembleia de Freguesia, são exímios - lembrar p terreno do extinto Dr. Raul). Como não sou, cumprirei o meu dever e que é o de avisar algum dos agora proprietários para que reajam como achem melhor.

José Pinto da Silva

sábado, 3 de maio de 2014

JUNTA DE (ex)CALDAS DE S. JORGE NÃO APRESENTOU CONTA

Como todos de recordarão, foi em 23 de Outubro de 2013, que o novo Executivo da União de Freguesias Caldas de S. Jorge // Pigeiros tomou posse. Nessa altura o executivo cessante de Pigeiros apresentou, ao pormenor, as Contas da sua gerência desde 1 de Janeiro até 22 de Outubro de 2013. E, naturalmente, elaborou o respectivo dossier para remeter ao Tribunal de Contas. E remeteu. O executivo de Caldas de S. Jorge, que deveria ter atitude idêntica, não apresentou contas nenhumas e, na altura, ficou determinado pela Senhora presidente da Assembleia de (união) Freguesia que o executivo cessante de Caldas de S. Jorge teria 45 dias para prestar contas de 2013. Até 22 de Outubro. O prazo seria os primeiros dias de Dezembro. Como sempre foram pecos de contas, não foram as contas prestadas e todo o mundo ficou na expectativa de que, pelo menos no início do ano, apareceriam dados. Não apareceram e, resignados, ficou-se na esperança de que seriam prestadas em Abril, data limite para apresentação das Contas da União referentes ao período de 23 de Outubro a 31 de Dezembro de 2013.
Ora, em 29 de Abril, na reunião convocada para o efeito, o executivo a União apresentou contas dos dois meses e uma semana, mas deixou no tinteiro, ou nas teclas, as Contas de Caldas de S. Jorge desde 1 de Janeiro a 22 de Outubro de 2013. Simplesmente lidaram com a freguesia como se fosse quinta própria, explorada por três (...qualquer coisa) como se para benefício próprio. E aqui quero realçar que, embora todo o executivo (e também os eleitos afectos da Assembleia de Freguesia - a anterior) se tenham sempre mostrado autênticos capachos submissos e servidores do presidente a quem agradecem o fazerem parte, é de lembrar que, em caso de fraudes ou ilegalidades detectadas, os outros membros do executivo (secretário e tesoureiro) serão solidariamente responsáveis.
Como parece não ter havido grande reacção da oposição na Assembleia de Freguesia, assumi a tarefa de escrever ao Tribunal de Contas, com cópia para a Direcção Geral das Autarquias Locais, a contar o episódio e a solicitar alguns esclarecimentos. Como não sou de me esconder, colo, a seguir, a carta que já fiz seguir, para que as pessoas ajuizem sobre comportamentos. Junto com a carta abaixo, enviei ao Tribunal de Contas e DGAL um texto, por mim escrito e publicado no "Correio da Feira" titulado ' INDÍCIO DE FRAUDE FISCAL'

José Marques Pinto da Silva
Rua do Lago, 5
4505-688 Caldas de S. Jorge
5 de Maio de 2014
Ao
TRIBUNAL DE CONTAS
Av. Barbosa du Bocage, 61
1069-045 LISBOA
Assunto: Prestação de Contas de Freguesia

Exmos. Senhores,

A freguesia de Caldas de S. Jorge, do concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, em consequência das novas disposições regulamentares, constituiu-se em União de Freguesias com a freguesia contígua de Santa Maria de PIGEIROS, ficando, então, a autarquia Caldas de S. Jorge / Pigeiros e, foi nessa condição que se realizaram as últimas eleições autárquicas.
Face à nova situação, ambas as freguesias deixaram de constituir entidade jurídica, para dar lugar a uma outra que foi forçada, inclusive, a criar novo NIF, tendo sido anulados os dois anteriores. Como assim, no dia 22 de Outubro, os Órgãos Autárquicos vencedores das eleições tomaram posse da nova autarquia e, o Executivo cessante da ex-freguesia de Pigeiros, prestou Contas do Exercício de 2013, desde Janeiro até à data da tomada de posse do novo Executivo e, como entendeu ser sua e legal obrigação, apresentou Contas à nova Assembleia de Freguesia e enviou a documentação exigível ao Tribunal de Contas.
O presidente da Junta de Caldas de S. Jorge (porque venceu as eleições, passou a ser presidente da União das duas freguesias) não apresentou contas do período 1 de Janeiro – 22 de Outubro de 2013 e, na mesma reunião ficou entendido que as apresentaria no espaço de 45 dias. Como não apresentou, nem apresentou justificação, ficou-se na expectativa de que as apresentaria até 30 de Abril, a data limite para Prestação de Contas. Na reunião de 29 de Abril, convocada para o efeito pela presidente da Assembleia de Freguesia, apresentou tão somente as Contas do período de 22 de Outubro a 31 de Dezembro relativas à União de Freguesias, sendo que não deu a mínima indicação de Contas relativas ao Exercício de 2013 (Janeiro / Outubro) da freguesia de Caldas de S. Jorge.
Mesmo não sendo o signatário autarca, mas algo interessado na res publica, quero, primeiro perguntar a V. Exas. se, porventura, foi enviada a esse Tribunal alguma documentação de Prestação de Contas da ex-freguesia de Caldas de S. Jorge e  se alguma Lei pode dispensar tal Prestação. Se, porventura, foi recebida pelo Tribunal alguma documentação, a mesma não foi presente, como a Lei impõe, ao órgão deliberativo.
Por outro lado e complementarmente, solicito a V. Exas. se dignem informar-me se o RELATÓRIO DE GESTÃO que é referido no Ponto 13 do POCAL é documento integrante e indispensável para validar a Prestação de Contas de uma freguesia. Isto, porque o Executivo de Caldas de S. Jorge  NUNCA apresentou tal documento, e na recente Prestação de Contas do período de Outubro / Dezembro da União Caldas de S. Jorge // Pigeiros esse documento também não foi exibido.
Esperando a gentileza de uma resposta, apresento os melhores cumprimentos.
(Com a assinatura, indiquei o número do meu B. I.)