segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ESGOTO A CÉU ABERTO


Por mero acaso encontrei-me com pessoas do Ribeiro, de Lobão, em local público onde houve que ir e ouvi o lamento de que, a partir do SOLAR, da Casa do Frei Gil, escorriam efluentes de fossa e desciam pela rua abaixo, soltando cheiro insuportável. O que se supõe é que a fossa não consegue absorver os efluentes e carece de ser despejada. Acredita-se sem custo que a Instituição não tenha meios para pagar a vazador de fossas, pelo que haverá de ser a Junta de Freguesia a assumir esse encargo, para salvaguarda do bem-estar da população e também dos utentes do SOLAR.
Não imagino, porque me não foi reportado, se o assunto chegou já ao conhecimento do Executivo, pelo que esta nota seja o alerta, ou mais um alerta.

(Nota - Inserido previamente no FB)

José Pinto da Silva

EXTENSÃO DE SAÚDE DE CALDAS DE S.JORGE


Quando foi determinado que a Sede da Junta de Freguesia seria transferida para o edifício que foi "A Escola de Cima - " -fiquei com pena por uma questão de saudosismo - terá ficado decidido que os Serviços do Posto Médico seriam transferidos para o piso de cima.
É caso para dizer que tem levado feitio, tanto tempo se passou desde que o espaço está disponível. Claro que a transferência implicava determinadas obras de adaptação, mas não se esperava era que fossem obras ao nível do "Convento de Mafra". Claro que, como é jeito deste executivo autárquico, nunca foi o povo informado sobre que obras (deve haver um esquisso riscado que poderia ter sido divulgado, mas no quintal manda só o feitor), como poderiam sair informações sobre quais as entidades que interviriam no processo ( além da Junta, a Câmara - que é bem capaz de suportar os custos -, a ARS Norte) e quais as potenciais dificuldades no andamento do caso.
Helás! Fonte próxima do processo e geralmente bem informada disse-me de viva voz que era bem capaz de não demorar agora muito mais tempo. Significa que as obras devem estar praticamente prontas.
PODEREMOS AGORA CONHECER O ESQUISSO E SABER COMO FICARÃO DISTRIBUÍDOS OS SERVIÇOS?
(Nota - Trecho previamente inserido no FB)

José Pinto da Silva

VEÍCULO MOVIDO A ÁGUA...!?

 SE ACREDITO NA CIÊNCIA E NA INVESTIGAÇÃO, NÃO ACREDITO NOS COBRADORES DE IMPOSTOS.
Como irão os governos passar sem os impostos do combustível tradicional? Preparemo-nos para um imposto sobre o oxigénio que respiramos.
É anunciado pela Honda e chega ao mercado ainda em 2016 !!!!
Será? E a Máfia e os "Gang's" do petróleo, deixarão comercializar tais tesouros para o ambiente?
Depois de muita especulação ao longo das últimas décadas, a montadora japonesa Honda anunciou no Salão de Tóquio o primeiro veículo comercial movido exclusivamente por água. O processo de hidrólise, quebra do H2O em Hidrogénio e Oxigénio, é conhecido por sua libertação de energia, porém até hoje a energia necessária para que a quebra ocorresse acabava inviabilizando a proposta. Com o avanço das técnicas de campos magnéticos, os engenheiros afirmam ter conseguido reaproveitar a energia da quebra para que provoque a continuidade do processo, assim, ele se retro-alimenta enquanto liberTa o excesso para a movimentação do veículo. Equipado com motor de 80 cv, e graças ao peso de apenas 700 Kg o veículo alcança velocidade máxima de 140 Km/h, aceleração de 0 a 100 Km/h em 8.9 seg, e tem autonomia de 300 Km com 50 litros de água.
O lançamento abre espaço para uma nova geração de veículos não poluentes, considerados superiores aos eléctricos por não possuírem baterias cuja produção e descarte gera importante impacto ambiental. O Honda WSX tem espaço para duas pessoas e chega ao mercado japonês no último trimestre de 2016 por 800 mil Yens (aproximadamente 7 mil dólares) e no mercado global ao longo de 2017. Ainda sem preço anunciado para o Brasil, estima-se que o valor fique em torno de R$ 40.000,00.
(Nota: Tema recebido via e-mail e passado no FB depois de alguma adaptação)
José Pinto da Silva

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

AMA DEU ALBERGARIA NO DEBATE DO ORÇAMENTO DO ESTADO


Parece que o deputado de S. João de Ver é mesmo o porta-voz do PSD para assuntos da Educação. Há uns meses ouvi-o in loco, no hemiciclo, e, na altura, exteriorizei o que pareceu da intervenção. Claro que não nasceu para aquela função e até estou em crer que haveria algum outro tema em que se saísse melhor. De educação, mesmo, parece que, mesmo sem grande entoação, só saberá defender os colégios particulares.

Ouvi-o hoje outra vez, agora via imagens de TV, a atirar bitaites sobre o orçamento, concretamente no que ao Ministério da Educação dizia respeito. A conclusão imediata é que debitou uma série de bojardas indiciadoras de que não não tinha lido nem uma folha do documento em discussão, soltando algo que teria ouvido de um outro qualquer, todos no pressuposto de que o ministro das Finanças tinha feito como eles: não tinha feito os trabalhos de casa.

O resultado foi que ficou arrasado pelos números e, como foi absolutamente grosseiro ao referir-se a deputados de outras bancadas e a pessoas ai não presentes, ouviu, e teve que engolir, o trato de "salazarento", trato que, na circunstância e no momento, caiu como luva feita por medida. Eu era bem capaz de usar termo mais contundente.

Quem sabe se preparará melhor no futuro quando e se vier a ser incumbido de voltar a falar do tema e dê uma passada por casa da D. Glória de Matos pois ela ensina, e bem, a arte de bem usar o instrumento da voz.

Já agora uma pequena nota para me referir a outro deputado, da mesma bancada e que falou depois sobre o tema "Saúde". Esse, no seu alto saber da língua disse que um outro deputado "INTERVIU". Acho que ele queria dizer INTERVEIO, mas isso aprende-se primeiro e na primária. O mesmo, se ouvi bem, disse a propósito do seu tema que "a procissão ainda vai no ar". É caso para dizer que a apanhou mal. Defeito dele.

José Pinto da Silva  

MILHEIRÓS DE POIARES vs CONCELHO DA FEIRA



Vem de longe a luta de uma forte percentagem do povo de Milheirós por que seja concedida a esta freguesia a possibilidade de se desligar da Feira-Concelho, para se juntar ao concelho de S. João da Madeira. E as razões invocadas são absolutamente lógicas e, deixem-me dizer, plausíveis. É para S. João que vai trabalhar a mão de obra disponível por conta d'outrem e a actividade económica é desenvolvida em e entre S. João da Madeira. Acresce a contiguidade territorial e a natural proximidade para tratar de tudo o que se relacione com a ligação Câmara/ Junta. Tanto para os elementos autárquicos, quanto os munícipes.
A Câmara da Feira, em declarações que só podem ser eivadas de hipocrisia, diz que o território do actual concelho é indivisível, fazendo lembrar tempos idos em que se dizia "Ultramar não se discute.... defende-se", ignorando-se, de todo, o interesse e o bem estar das populações.
Todos se lembram de que a Troyka determinou que deveria diminuir significativamente o número de freguesias e de Municípios. Os Municípios "deram manguito" à Troyka para o que a eles dizia respeito, mas foram lestos a aglutinar freguesias, na grossíssima maioria dos casos, CONTRA A VONTADE dos povos das freguesias. E isso foi notório com inúmeras freguesias do concelho da Feira. Mesmo a assim e CONTRARIANDO as vontades manifestas e manifestadas das populações, a Assembleia Municipal da Feira, rastejando até aos pés dos suseranos de então, anulou as freguesias que entendeu e viu-se o que chamarei de COBARDIA de o presidente da Junta de Caldas de S. Jorge, que recebera um mandato de desacordo da Assembleia de Freguesia com qualquer junção, ter votado A FAVOR da junção com Pigeiros. 
Face a tal, que AUTORIDADE, moral ou política, tem agora o poder municipal para se armar em defensor da "integridade" territorial do concelho.
Pois que, contra ventos e contra os paralisantes gestores "feirantes" os Milheiroenses lutem pela sua libertação de uma tutela que lhes é prejudicial.

José Pinto da Silva

sábado, 22 de outubro de 2016

24 DE OUTUBRO DE 1954



Completam-se hoje (curiosa coincidência) 62 anos sobre a ocorrência da Tromba de Água despencada sobre a nossa região e que fez elevar, como nunca visto antes, a torrente do rio Uíma, seus afluentes e outras linhas de água escorrentes na zona, para níveis não fixados na memória dos viventes.
Sobre o tema, e porque maldosamente me envolveram num processo esconso, já escrevi quase tudo, e faço estas notas ligeiras porque não quero deixar passar a efeméride sem referência e para fazer ferver um bocado a consciência de quem tanta ignorância, ou mesmo maldade e pesporrência manifestou.
Lembro que entrei na trama quando li, em documento produzido pela ARHn estribado noutro produzido, quase me apetece dizer “parido”, por alguém da Câmara – valerá a pena ir consultar o ofício 26346 de 4 Nov. de 2009 da Câmara para a ARHn – que “o acesso (ao edifício que, cometendo-se toda uma parafernália de ilegalidades, movimentos de influências nos Organismos tutelares como a CCDRn, a câmara deixou erigir na ilha fronteira/sul ao parque das Termas) situa-se acima da cota da maior cheia conhecida para o local”. Quem, tendo vivido este dia de 1954, no lugar da Sé, em S. Jorge, poderá calar-se?
Claro que a Câmara, recorrendo a outsourcing, mandou escrever que a maior cheia conhecida foi a de 2001 a qual mais não foi do que uma pequena enchente se comparar com a de 1954. E mesmo essa (de 2001) inundou a ilha com cerca de 80/90 cm de água, passou acima da dita cota de acesso. Em 1954, segundo o “Comércio do Porto”, de 25/10/54, a água atingiu ali cerca de 5 metros de altura. Encomendou uma pesquisa jornalística a alguém que não devia saber que, já nesse tempo, havia três jornais diários no Porto – Primeiro de Janeiro, Comércio do Porto e Jornal de Notícias – os quais, mesmo sem a expansão noticiosa de agora, haveriam de dar nota da Tromba de Água e seus efeitos directos, nomeadamente por efeito do enchimento das linhas de água. Mesmo a imprensa local foi vista só com um olho. O pesquisador deve ter escrito o que lhe mandaram, porque não acredito que quem quer que seja – dizia-se que era licenciado – descortinasse tão pouco. Nada, na prática.
Pior do que tudo isso foi uma coisa, essa bolsada, a que deram o título de “Informação Técnica”, com feitura obrigada, escrita ou mandada escrever por quem, por moleza, por porosidade, ou propulsionado por perspectiva de voos mais altos, fez obra de encomenda e fez o pior que um ser honesto haveria de poder fazer. Foi ao extremo de inventar uma foto para tentar representar a Casa e o Moinho do ZÉ MOLEIRO (que era o meu pai e a casa foi onde cresci e o moinho foi onde piquei muitas mós), foi à safadeza de comprar depoimentos à medida (um deles, por acaso e só por isso, de pessoa que não era nascida em 1954), com perguntas e respostas feitas e dadas pela mesma pessoa – o autor da “Informação?” – com os depoentes só com a obrigação de assinar o que lhes foi posto à frente dos olhos. É bem capaz de ter havido distribuição e prendas A leitura dessa informação far-nos-ia rir, se não fosse tão infamante.
Esqueceu-se (?) o Informador de colher, aí sim informação, do “Rapazito” que esteve muito tempo rodeado de água em turbilhão, estando ele em cima do muro das Caldas abraçado a um pilarete para não ser levado com a força da água – o Rapazito é agora um avô vivo e saudável disponível para contar o que se passou e por onde andou a água – e bem podia ter falado (ainda o poderá fazer) com o jovem que atravessou o parque cheio de água para levar a corda com que amarrou a pessoa que, enfrentando o turbilhão, foi retirar o “Rapazito” de tão perigosa situação. Esqueceu-se de inquirir qual a altura que atingiu a água na padaria do Celestino – passou a soleira da janela ao meio que ficava a mais de metro da estrada - e até no tanque daquele fontanário que roubaram. E ainda pode tentar – poderia se lhe adviesse um resquício de honestidade intelectual – falar com pessoas que lhe diriam a que altura subiu a água na margem direita do Uíma. Essas pessoas são vivas e moram no mesmo local. E terá tido a curiosidade de medir a altura da água no moinho da Ti Arminda e terá tentado galgar para o moinho do Zé Moleiro? O Comércio do Porto salientou o caso do “Rapazito”.
Fica aqui o desafio a todos os fautores da trapacice a que me desmintam, por escrito, em público, ou, se quiserem em privado para ser eu a divulgar.
Termino com uma inconfidência. Falei em Agosto de 2011 com um responsável da ARHn sobre este tema. Ele disse-me, cito de memória, este Organismo não efectua fiscalização in situ. Analisa processos com base em documentos. Sobre o mesmo caso, tenho um Relato da Câmara Municipal e outro seu e, sem prejuízo de achar o seu mais consistente, que decisão nos seria possível tomar? Eu respondi: ESCLARECIDO.


José Pinto da Silva  

domingo, 9 de outubro de 2016

AZIA QUE NÃO MATA. MAS MORDE



Um plumitivo que tem Raposo no nome e, porque o papel não reage às trampas que nele depositam, nem a direcções/redacções podem nem devem fazer o que é comum chamar-se a censura interna, esta semana numa croniqueta (não sei se é todas as semanas) que meteu no Expresso, resolveu fazer do Eng. Jorge Coelho o seu saco de boxe.
E começa logo que dizer, e aí não faltou à verdade, que ele era do aparelho do PS e que foi levado a ministro das Obras Públicas. Estava-se no último ano do que foi o mandato de Guterres. Interrompido um tanto antes do tempo. Mas, não teve coragem de dizer o dito Raposo, que Coelho, no seguimento do colapso da Ponte de Entre-Os-Rios, assumiu a responsabilidade político pela ocorrência – o tal Raposo por certo não lhe imputará a responsabilidade material – expondo a sua dignidade e desapego.
Mais à frente diz o Raposo, que nunca conseguiu o colocassem na guarda de um qualquer galinheiro, que Jorge Coelho foi trabalhar numa das grandes empresas de Obras Públicas. Não faltou à verdade e bem poderia ter dito que foi para a MOTA/ENGIL que a empresa não o processaria por publicidade negativa. Mas, na sua pequenez informativa, o Senhor Raposo esqueceu-se de referir que esse contrato aconteceu 7 (SETE) anos depois de ter deixado o governo. Que quereria o energúmeno? Que por ter estado no governo e, sendo engenheiro, nunca mais poderia colaborar com uma empresa da área da sua formação académica?
Ah! Isso imagino eu que qualquer Raposo imaginaria, ele usou conhecimentos que adquiriu, enquanto governante, para colocar ao serviço do seu, agora, patrão. Não entende que, se o não fizesse não estaria a ser sério e leal para com quem o acolheu.
O que move o dito Raposo e outros chacais que se movimentam pela nossa praça (idiotas como chamou hoje Moita Flores a um grupo, espera-se que pequeno, de imbecis invejosos que se manifestaram contra a eleição de António Guterres para Secretário Geral da ONU) é a raiva e azia que sentem por não serem contratados para posição onde, pensam eles, se ganha muito bem. Lembro ao Raposo que para estar nesses lugares é preciso ter as qualificações.
Depois acha que foi despropositada a sua contratação para integrar o trio da Quadratura do Círculo. Tem de ir apresentar a queixa ao seu próprio patrão, pois o dono da SICN é o mesmo do Expresso. Garanto que naquele lugar não entrarão peludos que valem bem mais depois de mortos. Pela pele. Que, para apresentar uns dados sobre economia, crescimento ou desemprego, que se limitara a ler um documento recebido de um gabinete ministerial. Onde deveria ir buscar elementos? Se vierem de um ministério não são oficiais? O Sr. Raposo estribou-se num escrito que um assumido direitista (eu diria outro epíteto) escreveu porque conseguiu focar o documento que Jorge Coelho leu.
Qualifique-se, Sr. Raposo e mande depois o curriculum para a MOTA ou outra qualquer empresa que exija alguns saberes e, quem sabe, arranjará um emprega que seque essa azia que, visto isso o Alka Seltzer não cura.

José Pinto da Silva