Como prometi ontem, aqui ficam estampadas a ACTA que celebrou e concretizou o acordo entre a Fábrica da Igreja e os dirigentes do Futebol,estando presente a Junta de Freguesia e também uma carta escrita pelo Sr. Pe. Domingos José da Silva a confirmar a cedência. Parece não restarem dúvidas.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
QUEM DEVE GERIR O PARQUE DESPORTIVO?
Pessoa em quem tenho a obrigação de confiar afirmou-me, peremptóriamente, que apesar dos documentos que inseri a propósito deste título, haverá deliberações posteriores em que o tema seria: CEDÊNCIA AO SPORT CLUB DE CALDAS DE SÃO JORGE DE TERRENO DO PASSAL NECESSÁRIO PARA NELE SER IMPLANTADO O SEU CAMPO DESPORTIVO. E que nas tais deliberações posteriores, a JUNTA DE FREGUESIA não é tida nem achada, pelo que, a ser verdade, a actual Junta de Freguesia cometeu um abuso de poder ao, por seu livre alvedrio, ter negociado com o Clube de Futebol de Lobão. a utilização do Parque Desportivo e da respectiva gestão. Ao que me foi dito, não havendo actualmente futebol, mas havendo prática desportiva - atletismo - será a Direcção da modalidade de Atletismo a ser a detentorta dos direitos de uso e gestão do Parque. LOGO, a Junta de Freguesia deve, para já, entregar ao Atletismo todas as verbas que tenha porventura recebido - se não devolver comete roubo - e deve, de imediato comunicar aos de Lobão que o tal protocolo tem que ser considerado nulo e de nenhum efeito, porque a Junta não pode ser parte em qualquer negócio relacionado com o Parque Desportivo.
Disseram-me mais que, SE, POR QUALQUER MOTIVO, TERMINAR DE TODO A PRÁTICA DESPORTIVA, O TERRENO TERÁ QUE VOLTAR AO ANTERIOR PROPRIETÁRIO, QUE É A COMISSÃO DE FÁBRICA DA IGREJA, e naquele espaço desenvolverá o que entender mais útil. Claro que se levantaria a questão das mais valias feitas no terreno, mas será problema que se não colocará, porque o desporto nunca haverá de acabar em Caldas de S. Jorge.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
O PARQUE DESPORTIVO DE(O) CALDAS DE SÃO JORGE SPORT CLUBE
A modalidade que motivou e levou a cabo, no início da década de 80 do sec. XX, a saga que foi a construção daquela zona desportiva, a modalidade / motivo, o FUTEBOL, deixou de funcionar, fruto de uma crise, que se espera conjuntural, seja de desportistas, seja de dirigentes responsáveis.
Mesmo assim, continuava e continua com vitalidade, outra modalidade que usa no peito o mesmo emblema e a mesma sigla e com resultados que têm dado brado para além dos nossos limites.
Mesmo assim e dada a crise dirigencial, a Junta de Freguesia, assumindo poderes que, no meu ponto de vista, ainda não devia ter assumido, dado haver actividade, não esteve com a mais e ARRENDOU o espaço a um clube estranho à freguesia, concretamente ao Clube de Lobão. No entretanto, um grupo de pessoas de S. Jorge agendou reunião com a Junta para ficar informado correctamente da situação e a admitir a eventualidade de formar uma Comissão Administrativa que assumisse a gestão do Clube e das Instalações. Tinha gente ligado à construção do campo e gente que foi desportisto em futebol e que foi dirigente do clube de futebol.
Um dos membros desse grupo, aceite a eventualidade de ir para a frente com a tal Comissão Administrativa, perguntou ao Executivo se poderia contar com apoio da Junta e que apoio quantificado. Recebeu a resposta que está mesmo condizente com o tipo de gente que gere a freguesia: AH! ISSO DEPENDDE DE QUEM FOR O PRESIDENTE DESSA COMISSÃO!
Não importa se vai gerir bem, ou mal. Importa que seja pintado de certa cor. Eu acrescentarei que É PRECISO TER LATA...!
É ouvido que, agora, os atletas do ATLETISMO têm muito dificuldade de usar as instalações, assim ao jeito de terem sido escorraçados. Eu diria que há alguma lógica nisso: Um presidente de Junta de S. Jorge, que é de Lobão, naturalmente daráq prioridade a tudo o que é de L0obão, mesmo sabendo-se que noutras freguesias da União LOBÃO...etc . há espaços desportivos às moscas.
Eu, pessoalmente, vou perguntar aos beneméritos que sempre cederem graciosamente a energia eléctrica para o Parque Desportivo, se sabem que estão a dar luz a gente de fora de S. Jorge. Depois se verá...
Mesmo assim, continuava e continua com vitalidade, outra modalidade que usa no peito o mesmo emblema e a mesma sigla e com resultados que têm dado brado para além dos nossos limites.
Mesmo assim e dada a crise dirigencial, a Junta de Freguesia, assumindo poderes que, no meu ponto de vista, ainda não devia ter assumido, dado haver actividade, não esteve com a mais e ARRENDOU o espaço a um clube estranho à freguesia, concretamente ao Clube de Lobão. No entretanto, um grupo de pessoas de S. Jorge agendou reunião com a Junta para ficar informado correctamente da situação e a admitir a eventualidade de formar uma Comissão Administrativa que assumisse a gestão do Clube e das Instalações. Tinha gente ligado à construção do campo e gente que foi desportisto em futebol e que foi dirigente do clube de futebol.
Um dos membros desse grupo, aceite a eventualidade de ir para a frente com a tal Comissão Administrativa, perguntou ao Executivo se poderia contar com apoio da Junta e que apoio quantificado. Recebeu a resposta que está mesmo condizente com o tipo de gente que gere a freguesia: AH! ISSO DEPENDDE DE QUEM FOR O PRESIDENTE DESSA COMISSÃO!
Não importa se vai gerir bem, ou mal. Importa que seja pintado de certa cor. Eu acrescentarei que É PRECISO TER LATA...!
É ouvido que, agora, os atletas do ATLETISMO têm muito dificuldade de usar as instalações, assim ao jeito de terem sido escorraçados. Eu diria que há alguma lógica nisso: Um presidente de Junta de S. Jorge, que é de Lobão, naturalmente daráq prioridade a tudo o que é de L0obão, mesmo sabendo-se que noutras freguesias da União LOBÃO...etc . há espaços desportivos às moscas.
Eu, pessoalmente, vou perguntar aos beneméritos que sempre cederem graciosamente a energia eléctrica para o Parque Desportivo, se sabem que estão a dar luz a gente de fora de S. Jorge. Depois se verá...
OS DEZ ANOS DA RESPIRA
Foi num dia, creio que ainda em 2006, que, estando em tratamento
no Hospital de Gaia, fui abordado pela minha Pneumologista , a Sra. Dra.
Natália Taveira, que me informou estar em germinação a criação de uma
Associação de Doentes com DPOC e que tomara a liberdade de indicar o meu nome
para ser como que o representante dos doentes daquele Hospital. Disse-me,
depois, que iria ocorrer em Coimbra, nos Hospitais da Universidade, uma reunião
preparatória e de apalpação de sensibilidades, para aquilatar se a ideia
desenvolveria pernas para andar. Depois de saber o dia, como era sua intenção ir
lá e participar na qualidade de técnica da área, me daria boleia, se eu
estivesse disponível. Estivemos lá, ouvimos o desenrolar das propostas, as
linhas mestras que interiorizei, mais do que fixei as caras das pessoas que
mais se expuseram e expuseram o tema. Direi que essa reunião foi mesmo o
embrião da RESPIRA. Depois, a equipa de Lisboa, onde ficaria a Sede, burilou a
ideia, elaborou Estatutos e Regulamentos para culminar com a formalização
oficial em 9 de Fevereiro de 2007. Tenho, pois a honra de ter estado na e com a
RESPIRA desde o primeiro passo.
O outro tópico tem a ver com a partida para o Éter da LUISA
BRANCO, a Presidente da Direcção, desde a fundação até à sua partida. Ficou-me
dela, com quem, infelizmente, não convivi tanto quanto gostaria, o dinamismo
que em certas alturas camuflava a doença que carreava e sobretudo a dedicação
que votou à Associação. Lá do alto terá sempre a sua mão terna estendida e
apoiada no ombro do Zé Albino a servir de guia e a instigar para que ninguém
fique sozinho com dificuldade de respirar.
Por sugestão, ou mesmo proposta, da Luísa o meu nome foi incluído
nos Órgãos Sociais da RESPIRA, primeiro como vice-presidente da Direcção e
depois como presidente da Assembleia Geral. Assumi os cargos para que acabei
por ser eleito, mas, tenho de o reconhecer, fui uma frustração para os meus
consócios e foi uma frustração ainda maior para mim. Fui concluindo que não fui
capaz de desempenhar as funções que a cada cargo incumbia. E não foi
desinteresse. O centro nevrálgico era e sempre foi em Lisboa e eu estive sempre
quase no Porto, além de que tudo, incluindo as parcerias que foram sendo
agregadas, funcionavam em Lisboa. Há dez anos eu tinha vitalidade para
contribuir com algum trabalho e tinha formação num ou noutro sector que bem
poderia ser usado. Limitei-me a fazer alguma representação, sempre que foi
entendido que era útil.
Grande rasto criou e deixou marcado a RESPIRA na sociedade em
geral e em muitos doentes com DPOC em particular. Fizeram-se rastreios
espirométricos nos mais variados locais, editaram-se e distribuíram-se milhares
de folhetos a ensinar a conhecer a doença e a incentivar a ida ao médico ao
primeiro sintoma, exerceu-se influência junto de órgãos da comunicação social
para divulgação mais massiva, abriram-se portas para a regularidade das
consultas para desabituação tabágica, trabalhou-se muito, foi-se muito
insistente, para que houvesse alteração legislativa que permita que os doentes
com DPOC e com certo grau de incapacidade estacionem nos lugares para
deficientes. Enfim, trabalhou-se muito
para tornar, cada vez mais válida e actuante a Associação. É pequena ainda,
face às centenas de milhar de pessoas portadoras de DPOC e Outras Doenças
Respiratórias Crónicas, mas o voluntarismo de quem está ao leme há-de levar a
RESPIRA mais longe, tornando-a mais forte e muito mais influente. Sinto-me
honrado por ser sócio fundador desta Associação.
José
Pinto da Silva
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
COMEÇO E FIM
COMEÇO E FIM
Perguntei a diversas
pessoas, todas idosas, residentes umas em S. Jorge e moradoras outras em Lobão,
nomeadamente no Ribeiro, qual o sítio de fim/começo do lugar do Ribeiro, na
direcção de S. Jorge. Cada um com a sua nuance, mas todos foram unânimes a
confirmar que o Ribeiro começava/terminava ali nas proximidades da cabine
eléctrica, outros que talvez no sítio da estrada para Azevedo. Fiquei com a
clara convicção de que era entendimento generalizado de que o Ribeiro começava/acabava
por ali, numa possível divergência de 30 metros.
Li depois, em documento muito antigo, compilado pelo
Padre José Inácio Costa e Silva, referindo-se à formação dos lugares de S.
Jorge. Transcreve-se esse troço do escrito.: “ A primeira referência a eles
(logares) encontrei-a na Inquirições de D. Afonso 3º. (século XIII). Reza
assim o trecho deste documento: ‘’ …Et dixerunt quator boni homines pro partiebat
terminus de Azeveduzio per rivum de uma cum Arcuzelo, et in altera
parte cum Guizandi per portela de Rotoa et per portumDesposendi et
quomodo vadit petram Guemara et vadit ad Ribejrum’’”
Numa tentativa de tradução, com as limitações intuídas e muito por aproximação,
quererá dizer este texto de latim pouco académico. E disseram quatro homens
grados que o término de Azevedo se partia pelo rio Uima com Arcozelo, e na
outra parte com Guizande pela portela da Arroteia e vai em direcção à pedreira
da Gembra e vai para o Ribeiro. Nota: UMA era uma grafia antiga de
Uima, ROTOA corresponde a Arroteia, DESPOSENDI corresponderá a Estose. A
pedreira da Gembra existiu até não há muitos anos e foi entulhada entretanto.
Uma conclusão intuitiva é que Azevedo terá como linha
de demarcação, a poente o Rio Uima e a sul/nascente a linha desde a Arroteia,
pedreira da Gembra e Ribeiro. Naturalmente a linha terminaria no fim/começo do
Lugar do Ribeiro. E, assim sendo no século XIII e não tendo havido nenhum
movimento de conquista, dali para baixo (poente) nem era Ribeiro, nem era
Lobão.
Por
outro lado e compulsando ainda os escritos do Padre José Inácio, referindo-se a
actividades em S. Jorge, lê-se: “… o primeiro hotel foi instalado numa casa
nova, construída de propósito para ele, nos Candaídos e onde hoje habita o Dr.
Conceição. Abriu aqui por 1886, funcionou bastantes anos, e fechou por fim.
Durante largos anos estiveram as thermas sem um hotel. Até que, há uns 7 anos
(algures nos anos 30) abriram-se duas pensões. Uma no Parque e outra nos
Candaídos. Mais tarde abriu-se outra junto à ponte das Caldas…”
O edifício do primeiro hotel nos Candaídos foi
demolido há poucos anos. Era conhecido como a Casa do Dr. Joaquim (Alexandrino
da Conceição) ou Casa do Sr. Lincho (este Sr. Lincho era genro do Dr.
Conceição). A Pensão que abriu mais tarde, também nos Candaídos, era a Pensão Silva,
cujo edifício ainda existe com poucas alterações em relação à construção de
raiz.
Conclui-se que o Lugar dos Candaídos, que ninguém ousa
dizer que não era de S. Jorge, começava no Ponte com o mesmo nome e ia pela
estrada até, pelo menos, ao edifício da Pensão Silva, sendo instintivo
imaginar-se que terminaria no limite do Ribeiro, ali na zona da cabine que,
segundo uma pessoa ainda viva, foi construída em terreno de S. Jorge.
Isto para achegar mais alguns dados para a
clarificação sobre a pertença daquela rua que, aí pelos anos 30 recebeu o nome
de Rua dos Namorados, por ser o percurso dos pares de namorados desde as Caldas
até à Fonte dos Amores.
José Pinto da Silva
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