quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CASAS DE BANHO DA SÉ

Foi há meses que quatro eleitos da Assembleia de Freguesia requereram, via presidente da Assembleia, ao presidente da Junta de Freguesia que facultasse aos eleitos cópias das facturas referentes a diversas obras levadas a cabo, a saber: Casas de Banho da Sé, Requalificação do Calvário, Requalificação nos Terrenos da Pines, Trabalhos na Rua da Carreira e Abertura de Transversal à Rua do Tojeiro. O requerimento referia expressamente que, se o requerido não fosse entregue até à (então) próxima reunião da Assembleia, que o facto seria participado à Direcção de Finanças, porque indiciaria eventualidade de ilícito fiscal. Como não foi satisfeito o requerido, foi mesmo dado nota do facto às Finanças. O primeiro signatário foi inclusive notificado para ir prestar esclarecimentos.

No entretanto, a Junta - desrespeitando a hierarquia - entregou directamente, não ao primeiro, mas ao segundo requerente e não através do presidente da Assembleia, mas directamente ao requerente, facturas relativas às duas primeiras obras e trazia anexadas cópias de cheques emitidos para pagamentos.

Para que as pessoas, todas, possam analisar as facturas e, através delas, das datas dos meios de pagamento, aqui fica a relação das facturas os valores dos cheques e as datas em que foram passados. As coisas ficaram claras? Há quem diga que talvez e há quem diga que não.

Dentro de alguns dias aparecerão as facturas que se relacionam com o Calvário e por certo que a Junta irá entregar documentação relacionada com as outras obras, sob pena de poder vir a ser invectivada pelas Finanças.


Valor

Valor

Valor

Nº.

Data

Fornecedor

Produto

Liquido

IVA

Total

Quitação

90015

05-01-009

José Manuel

Materiais Construção

269,94

53,99

323,93

90061

09-01-009

269,94

53,99

323,93

Cheque de € 1 000,00 em 28/05

90069

09-01-009

189,54

37,91

227,45

90120

14-01-009

116,64

23,33

139,97

(saldo de € 15,28)

90016

05-01-009

José Manuel

Materiais de Construção

269,94

53,99

323,93

­­

90353

09-02-009

187,24

37,45

224,69

90568

16-02-009

116,64

23,33

139,97

Cheque de € 688,59 em 26/02/010

90068

09-01-009

José Manuel

Materiais de Construção

269,94

53,99

323,93

90319

04-02-009

161,63

32,33

193,96

90350

09-02-009

213,65

42,73

256,38

90468

18-02-009

150,98

30,20

181,18

90489

19-02-009

58,32

11,66

69,98

Cheque de € 1 025,43 em 26/06/009

90214

26-01-009

José Manuel

Materiais de Construção

1 000,40

200,08

1 200,48

90220

26-01-009

189,54

37,91

227,45

90238

27-01-009

234,53

46,91

281,44

Cheque de € 1 709,37 em 27/04/009

15712

19-01-009

ELECTRO SILVA

Material Eléctrico

27,59

5,52

33,11

15958

11-03-009

24,71

4,94

29,65

16176

21-04-009

84,74

16,95

101,69

16424

29-05-009

391,26

78,25

469,51

16427

29-05-009

18,77

3,75

22,52

16457

O4-06-009

54,51

10,90

65,41

Cheque de € 721,89 em 20/02/010

242

23-02-009

PEDRO MIGUEL F. ROCHA

Impermeabilização c/ tela

1 100,00

220,00

1 320,00

Cheque de € 1 300,00 em 4/09/009

265

31-01-009

MANUEL ----- PINHEIRO

Material diverso

174,14

34,83

208,97

Cheque de € 208,97 em 03/06/009

27

25-02-009

COUTO PISCINAS

Serviços prestados

295,00

-------

295,00

Cheque de € 295,00 em 22/04/009

62

01-07-09

520,00

-------

520,00

Cheque de € 520,00 em 20/10/009

5

27-02-009

CONTRALEX

Material (ferro, arame, cimento

231,25

46,25

277,50

Cheque de € 277,50 em 04/02/010

????

12-03-009

Joaquim & Santos, Lda.

Mão de Obra

1 904,76

95,24

2 000,00

Cheque de € 2 000,00 14/03/009

179

30-03-009

400,00

80,00

480,00

Cheque de € 480,00 em 22/04/009

183

25-05-009

1 428,57

71,43

1 500,00

Cheque de € 1 500,00 26/06/009

193

30-08-010

Joaquim & Santos, Lda.

Mão de Obra

3 136,80

188,20

3 325,00

Cheque de € 1 500,00 22/10/010

Cheque de € 1 825,00 04/03/011

111

05-05-009

António Ferreira Dias Alves

Portas de Alumínio

2 250,00

450,00

2 700,00

Cheque de € 1 200,00 30/08/009

Cheque de € 1 500,00 29/06/009

124

15-05-009

Horácio Santos & Outro

Material Cerâmico

1 527,74

76,39

1 604,13

Cheque de € 1 000,00 08/09/009

142

28-05-009

22,67

1,13

23,80

150

03-06-009

563,10

28,16

591,26

Cheque de € 1 219,19 27/10/009

49

01-06-009

João Sousa Oliveira Cruz

Material PLADUR

655,00

131,00

786,00 ---

Cheque de € 786,00 --/06/009

22648

03-06-009

SANIPINHO

Material de Canalizador

285,73

57,15

342,88

22665

16-06-009

8,77

1,75

10,52

22705

22-06-009

89,63

17,93

107,65

Cheque de € 460,46 em 03/02/010

794

03-06-009

MORINOS

Material Sanitário

545,00

109,00

654,00

925

14-10-009

12,00

2,40

14,40

Cheque de € 668,40 em 13/11/009

290022

12-01-009

SUZIFER

Material de Canalizador

177,64

35,53

213,17

290056

22-01-009

13,21

2,64

15,85

Cheque de € 1 136,62 20/03/009

290130

20-02-009

251,91

50,38

302,29

290144

26-02-009

184,68

36,94

221,62

290272

17-04-009

124,97

24,99

149,96

Cheque de € 596,95 06/08/009

290297

30-04-009

54,52

10,90

65,42

290421

19-06-009

435,42

87,08

522,50

Cheque de € 587,92 04/02/010

TOTAL GERAL

23 412,48

Total pagamentos: 24 207,32

NOTA

Pelos cheques anexos às facturas verifica-se que se pagou a mais € 794,84. Esta diferença está nos pagamentos à SUZIFER

2) Não aparece nenhum débito de escavação do terreno. Terá sido feito pelo pedreiro?

3) Material de Construção base (areia, brita, ferro, cimento, etc.) gastou-se € 4 716,17. De canalizador e electricista gastou-se € 3 551,12

1) O Joaquim & Santos facturou € 7 305,00, pelo que se estima que foi o custo da mão de obra de pedreiro e trolha. Uma factura teve IVA normal e Três tiveram IVA reduzido. A última factura é de Agosto de 2010 (?). E é a maior em valor: 3 325,00 €. A obra já tinha sido inaugurada.

4) O material cerâmico está debitado com IVA reduzido.

5) Na primeira factura diz-se “con-

forme contrato de empreitada”. Nunca foi mostrado esse contrato embora muitas vezes pedido.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A SAÚDE ESTÁ PRIMEIRO

Este aforismo era muito ouvido e muito praticado aqui há muitos anos. Sabia-se da dificuldade de obter cuidados de saúde na Caixa, para os poucos nela inscritos, e então cada qual amealhava todos os tostões disponíveis para cumprir o aforismo, logo que que chegasse a necessidade.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS), instituído nos finais dos anos 70 veio dar uma viravolta na situação e o princípio do “universal e gratuito” gerou uma imensa euforia e abriu também a entrada ao abuso, ao descontrolo e ao excesso de custos, males que foram afrontados com medidas adoptadas pelos sucessivos executivos. Conta-se que na institucionalização do SNS, certo militante dos “direitos” ao ser inquirido a razão da sua ida à urgência do hospital, de que se queixava, respondeu que se não queixava de nada e que fora ao médico porque tinha o direito.

As situações de exagero foram sendo algo remediadas com a adopção das taxas moderadoras que terão diminuído o recurso à urgência desnecessária ou prescindível. Mas ….. a partir do próximo ano, começaremos a, com propriedade, alterar o aforismo e dizer que A SAÚDE ESTÁ DOENTE e passará a não ser a primeira preocupação de uma multidão de cidadãos.

O que se aponta para politica do medicamento que, com o corte de rendimentos, mais crescimento de custo de vida tornará a vida inafrontável pelas pessoas de receitas mais modestas, mais a reformulação da política de taxas moderadoras, com propostas de cortes das isenções mais ou menos a esmo, mesmo para pessoas com doenças crónicas não pode deixar de aterrorizar quem sofre.. Todas as doenças crónicas são terríveis, exactamente porque são crónicas, mas vou abordar a DPOC, não por menos consideração por todas as outras, mas porque me cerca de perto.

Dizem a estatísticas que, contando-se com os subdiagnosticados, haverá em Portugal cerca de um milhão de doentes com a doença obstrutiva crónica e que provocam muitas dezenas de milhar de internamentos hospitalares, que muitas poderão desenvolver-se para o cancro pulmonar e que, em 2008, morreram quase 3000 pessoas em consequência directa da DPOC. Em 2010 as doenças respiratórias foram responsáveis por 12% dos óbitos em Portugal e atinge os 15% se lhe forem acrescidos os óbitos por cancro do pulmão

A forma mais expedita de reduzir os custos hospitalares e, genericamente, os custos com a saúde, neste caso específico, seria criar condições para que toda a população de risco, as expostas, ou que o foram, ao fumo de tabaco e a outros ambientes tivessem acesso rápido a rastreios e exames auxiliares de diagnóstico, que os diagnosticados, fumadores, tivessem consultas de desabituação, com comparticipação na medicação específica e que os já tomados pelo DPOC pudessem dispor de mais Centros de Reabilitação Respiratória, a forma mais expedita e célere de estancar a evolução do mal e de dar melhor qualidade de vida e a forma de evitar os internamentos e/ou de os encurtar no tempo. Além da melhoria dos preços dos tradicionais dilatadores, dos quais não há produção de genéricos.

A política de saúde, actualmente, parece ser a de embolso rápido e em força e, saberemos lá se a medida ironicamente preconizada pela Bastionário da OM não seria a de maior agrado para os actuais gestores das finanças da saúde. Porque a saúde, ela mesmo, não está a ser gerida. Dizia então o Bastionário que tratar as doenças respiratórias implica gastos de cerca de mil milhões/ano e que as receitas do tabaco atingem mais de mil e quinhentos milhões, donde o melhor seria recuar algumas décadas, incentivar o consumo do tabaco para mais quantidade e a começar mais cedo. Os impostos cobrados aumentariam exponencialmente e os doentes morreriam muito mais depressa, deixando de consumir consultas, remédios e hospitalizações e deixando de receber reformas.

A tirada irónica não passa disso, mas bem poderia ser motivo de meditação para quem parece ter tatuado na retina o símbolo do euro (€).

José Pinto da Silva

(com DPOC)

domingo, 6 de novembro de 2011

TAMBÉM HÁ BOAS NOTÍCIAS

Disseram-me e é por aí badalado que o Rev. Pe. António Machado repôs as boas relações com o Pe. Isaías, passando este a poder celebrar na sua Igreja, na Igreja onde celebrou a Missa Nova.
Durava há mais de dois anos esta situação litigiosa que impedia o Isaías de entrar na Igreja e celebrar, andando a distribuir a sua colaboração por Fiães e outras paróquias que careciam do seu apoio.
Não importa quem cedeu, se é que houve cedências. Retomou-se a normalidade.

José Pinto da Silva