Se eu fosse
deputado e a direcção do GP me desse tempo de púlpito, em dia em que estivesse
presente o que agora ainda se titula de primeiro-ministro, eu começaria assim:
Excelentíssimo Senhor Presidente
do Conselho de Ministros e, desde logo, acrescentaria que o tratava assim,
porque, além dos princípios ideológicos de que comunga, Vossa Excelência (por
extenso) está velho, muito velho, bem mais velho do que a carcaça aparente dá a
entender.
E, antes de
entrar de frente no tema que estivesse em discussão e que me propusesse
discutir, dir-lhe-ia que, sendo assim botina de elástico, revertia,
assemelhando-se e mesmo confundindo-se, para o regime que era anti democrático,
autoritário, arruaceiro, aviltante, bajulador, confiscador, controleiro,
degradante, desonesto, desonroso, despótico, discriminador, ditatorial,
espezinahdor, infamante, ignominioso, narcisista, opressor, patrulheiro,
persecutório, policial, prepotente, proibicionista, repressivo, retrógrado, servil, tirânico,
totalitário, vexatório.
É bem preciso
que todos os que não ganham borbotos ao
ouvir cantar o “Grândola Vila Morena” não se inibam de classificar, em alta voz, este governo com
os classificativos que pronunciam em voz pequena, por medo ou por “boa educação”.
Saberá Senhor
Presidente do Conselho que é assim que o apoda a maioria do povo português, o
mesmo povo a quem Vossa Excelência (por extenso), nestes quatro anos do resto
roubou algum bem estar que tinha.
Apesar de tudo tem a legitimidade que lhe deu a democracia que, no mínimo possível vai respeitando, sem deixar de lhe causar urticária esse respeito mínimo.
José Pinto da Silva