quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PROGRESSÃO EM CARREIRA E AUMENTO SALARIAL EM FUNÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO


Não utilizarei terminologia há tempos usada por Pedro Norton que escreveu ao jeito de preâmbulo de um texto: Revelações que vão sendo periodicamente feitas sobre os inenarráveis privilégios com que continuam a contar essa verdadeira casta de brâmanes que são os trabalhadores da função pública.


Vem propósito a exigência de contagem de não sei quantos anos - a contagem só tem interesse porque dará mais dinheiro aos mais velhos - e, ao jeito de anedota citarei a expressão de um antigo funcionário público, ora reformado, que disse que, com esse critério, o cão de guarda de cada Repartição, ao serviço há muitos anos, teria que ser promovido a vigilante de primeira e ter "ração" de primeiríssima.


A primeira medida a tomar, seria a de deixar de pagar o tempo gasto fora do posto de trabalho a TODOS os Sindicalistas e Delegados sindicais, em todas as áreas da função pública: Educação, Impostos, Forças de Segurança, Juízes, etc. etc.


Sabe-se que um tal MÁRIO NOGUEIRA é professor, não dá aulas há mais de 20 anos e nunca deixou de receber salário, com as tais progressões por idade, que não por qualidade ou mérito, PAGO PELO ESTADO. Faz algum sentido a entidade patronal pagar aos tipos que a troco de tudo, provocam greves e perturbações nos serviços?

José Pinto da Silva

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

LIMITE DE FREGUESIA

Ao jeito de "mestre-escola" para alguém que devia procurar saber algo da história próxima desta terra - e para que não faça declarações sobre ocorrências verificadas antes desse alguém ter nascido - direi que a primeira vez que aconteceu divergência entre Lobão e S. Jorge a respeito do começo de uma e fim de outra freguesia foi uma divergência de cariz religioso. Certa pessoa, de Lobão, que veio construir ali no sítio, foi dizer ao Abade de Lobão que o terreno onde construíra a casa estava inscrito como pertencendo a Lobão. 
O Abade de Lobão absorveu as dores e veio trazer o compasso a essa casa, na Páscoa. Isto passou-se em 1954, ou 1955. (Teria de procurar os papéis para confirmar). O Abade de S. Jorge, que era pouco atirado p'ra luta, lamentou-se ao Bispo e deixou de baptizar, de levar o compasso e mesmo de levar o Viático. O povo de S. Jorge, daquele pedaço, na Páscoa beijava a Cruz na rua e ali punha a tradicional mesa da Páscoa. Uma, agora senhora, nascida numa casa dali, só foi baptizada algum tempo mais tarde, porque os pais exigiram que o baptizado fosse em S. Jorge. Houve muita troca de correspondência a expor pontos de vista e a contenda acabou favorável a S. Jorge. Pergunte-se ao actual Pároco que ele terá a correspondência trocada.



A nível civil nunca houve qualquer contestação ou reivindicação de Lobão. E... curioso, daquele bocado de freguesia, saíram um presidente de Junta de S. Jorge antes de 1974 (0 Sr José Silva, fundador da Pensão Silva e dois depois de 1974: O Sr. Alcino Oliveira eleito em 1976 e o Sr. Albano Miranda, eleito em 1979). E alguns membros da Assembleia de Freguesia. O problema civil foi levantado há anos por uma pessoa que construiu ali e fez pressão, ao tempo junto do Prof. Valente e agora terá feito o mesmo junto do José Henriques. 

José Pinto da Silva

LIMITE DE FREGUESIAS










Na semana passada a Junta de Freguesia de Lobão (+ agregadas) mandou instalar no passeio da Rua dos Namorados, junto à antiga “Separadora” um painel a significar que ali começaria a freguesia de Lobão.
Parece que o presidente de Lobão preveniu o de S. Jorge do que iria fazer. Não foi este ser apanhado de surpresa então. Independentemente de se (não) concordar com a colocação do equipamento em território não de sua jurisdição, tendo avisado, tomou atitude decente.
Indecente, execrável, sem vergonha, calão, incompetente, ignorante crasso, (basta lembrar-nos do “pesso” desculpa, mas “deichei” o telefone em casa), totalmente desinteressado dos interesses da freguesia que o elegeu (não elegeu um autarca, mas sim um candidato a salário), por não ter reagido imediatamente à invasão do seu (ou melhor “nosso”) território, reagido quer dizendo aos de Lobão que não autorizaria a invasão quer, ao mesmo tempo, alertando os membros da Assembleia de Freguesia e a população em geral para se criar uma frente defensora do território.
Há anos, ocorreu veleidade idêntica e a Junta de Lobão colocou, praticamente no mesmo sítio painel com o mesmo sentido, mas, como nesse tempo havia presidente de Junta de S. Jorge, ele próprio liderou uma equipa para arrancar o abuso. E o certo é que tomaram o gesto como escarmento.
Ao tempo, fazendo as coisas melhor ou pior, o presidente defendia sempre S. Jorge e os seus domínios. Também nesse tempo o presidente da Junta era de S. Jorge, residia em S. Jorge e não na terra do “invasor”. Não custa a crer que Lobão veio agora com a conivência vergonhosa de um pseudo presidente de S. Jorge.
Sabe, ou deveria saber – como mora em Lobão! – que temos de S. Jorge historiador ilustre e ilustrado que informaria (se tivesse alguma dúvida facilmente a esvaeceria). E é capaz de haver em S. Jorge quem pudesse dar algumas indicações a respeito. Atrever-me-ia a sugerir o Pároco.
Há tempos, a propósito de outro assunto o Senhor Prof. Eugénio disse, num colóquio / debate, cá em S. Jorge, a que o presidente da Junta não assistiu, ou se assistiu não entendeu: “… CANDEÍDOS (é assim e não Canda..) é nome de um antigo deus ou génio, venerado por cá e que terá havido mesmo algures por cá um Santuário. O que se chama CANDEÍDOS seria o espaço que vai desde a ponte com o mesmo nome e que termina no limite de freguesia que será, segundo dados colhidos, algures entre a estrada de Azevedo e a Cabine Eléctrica…” Acres -cento que a energia eléctrica foi inaugurada em S. Jorge em 1931 e está escrito algures que a cabine é dessa época e que foi construída em terreno de S. Jorge.

Só para dar um pouco de luz informativa vou transcrever um pequeno texto que, não tenho a certeza, poderá ser anterior à nacionalidade: “Et disserunt quator boni homines pro partiebat terminus de Azeveduzio per rivum Uma cum Arcozelo, et in altera parte cum Guizandi per Portela de Rotoa et per Portum Desposendi et quomodo vadit petram Guemara et vadit ad Ribejrum.
Tenho uma tradução que haverá de ser publicada, mas não é assim difícil de entender.
José Pinto da Silva

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A MAIOR CHEIA NO RIO UIMA 1954
Passa hoje, 24 de Outubro, o 63º. aniversário da Grande cheia que alagou Caldas de S. Jorge, fez grandes estragos, sem causar danos pessoais, para além de grandes sustos e algumas aflições. E também em Fiães. Foram as povoações mais mencionadas na imprensa da época como tendo sido afectadas pelo impulso das águas, sendo que, em Fiães, a fúria se fez mais sentir no Rio ÀS AVESSAS, onde foram levados pela correnteza todos as pontes e moinhos existentes. Curiosamente, no que respeita à imprensa, um técnico(?) contratado pela Câmara da Feira, sem o dizer, mas para contestar a certeza histórica de que a cheia de 2001 foi uma ligeira enchente se comparada com a de 1954, só conseguiu topar uma pequena local no Correio da Feira, com uma nota de poucas linhas a uma coluna. Sem precisar de qualquer tecnicidade, colhi outra nota no Correio da Feira a 6 de Novembro e fui consultar os três diários do Porto à época.
Disse a Câmara num Relatório ignóbil para quem o encomendou e para quem o escreveu que a água só atingiu “os fundos” da casa do Lajeiro. É uma evidência que o autor da estupidez nunca conheceu a casa do Lajeiro e bem se poderia ter informado sobre a cheia. Ainda pode informar-se, porque ainda estão, felizmente, vivas duas ou três mancheias de pessoas que viveram aquele incidente na terra. A casa do Lajeiro é a que está representada na imagem e, se as pessoas retratadas estivessem naquele local no dia 24 de Outubro de 1954, pelas 8-9 e meia da manhã, teriam a água pela cinta.
Desafio quem fez o tal relatório a, utilizando todos os dispositivos técnicos agora disponíveis, fazer a galgação a partir da soleira da porta da cozinha do moinho da Ti Arminda do “Munho” para a soleira da entrada da barbearia (a primeira porta à direita), para me confirmar até que ponto do telhado terá chegado a água no Moinho do Zé Moleiro. Esse moinho ainda lá está e não subiu ou desceu o cume. E por referência ao moinho da Ti Arminda, está cá, por coincidência, uma pessoa que passou a maior parte da vida no estrangeiro e que, naquele dia de tromba de água, andou a carrear sacos de milho e de farinha desde o moinho (da Ti Arminda) para a casa de habitação. Foi ele que me disse (noutra altura em que cá esteve) que a água atingiu a padieira da porta da cozinha do moinho.
Se subsistirem ainda algumas dúvidas, perguntem ao “rapazito” que naquele dia ficou “preso”, agarrado ao pilarete do muro do parque das termas que, ao tempo ali existia. Ele ainda se arrepia do medo por que passou. E perguntem a quem levou a corda, atravessando o parque cheio a transvazar por cima do muro, ao “Chino” que, preso pela cinta, foi resgatar o miúdo, agora chamado de Sr. Elísio Mota. E tenham a coragem de rejeitar depoimentos encomendados a quem ainda não tinha nascido.
Reitero que, enquanto puder, não deixarei de assinalar este dia, até que a Câmara da Feira deixe de ter nos seus anais que a maior cheia conhecida do rio Uima foi a de 2001. Que não passou de uma ligeira enchente. Se comparada.

José Pinto da Silva

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

NO DEPOIS DO RESCALDO LOCAL


Premissas: O Partido Socialista teve um resultado muito negativo nestas eleições;
                     A lista candidata sob a sigla PS, vista figura a figura era muito válida e, juntas,    
                        constituíam um notável elenco;
                    Foram cometidos alguns erros, rectificados a tempo, mas que deixaram sequelas.
Declaração de interesses: Não fui tido nem achado para abordagem a qualquer dos candidatos, do primeiro ao derradeiro, não opinei (nem fui consultado) para preparação da estratégia eleitoral, seja logística, seja de elaboração do programa. O que me foi chegando era o já decidido e irreversível. Não participei, pois, em nada relacionado com a campanha eleitoral. Se fosse eu, não faria, talvez, nada melhor, não escolheria, talvez, gente melhor. Poderia era fazer diferente nalguns detalhes.
1-      Não fui comparar, nem senti pachorra para tal, a votação de 1/10 com votações em eleições de há 8, 10, 16 ou 20 anos. Houve, se me recordo bem, eleições em que o PS ficou ainda mais desnivelado e chegou mesmo a perder um (ou mesmo dois) eleitos. Mas sendo o diapasão comparativo a eleição de 2013 (memória mais curta) este resultado de agora é deveras mau, ainda que, em termos práticos, tenha dado o mesmo resultado em eleitos: 5 vs 4. Tinha-se perdido por 20 votos e agora houve mais de 350 votos de diferença. E isso deixa mossa nos egos.
2-      Atrever-me-ia a sugerir fosse analisada a lista nome a nome e, francamente, não tenho pejo de afirmar que se trata de um grupo heterogéneo na formação, na experiência de vida (nalguns casos de vida autárquica), nas actividades pessoais e profissionais e na cultura associativista e absolutamente homogéneo na vontade de tudo fazer em prol das freguesias que (ainda) constituem a “União”. Porquê não conseguiram a anuência do povo eleitor? Falta de carisma? De capacidade de espalhar empatia pessoal? Mesmo sendo todas, pessoas de trato cordial e de acesso fácil? Ou foi mesmo o PS local a levar?
3-      Dos erros cometidos, todos terão a ver com abordagem de pessoas que, na minha visão pessoal e particular, não dignificariam o partido e a Secção, sendo que a mais notória, e grave, foi o convite, que deu em aceitação de pessoa, cuja indigitação eu, logo que soube, verberei e que, reconhecido o erro, teve que ser “desconvidado”. E o mal ainda maior foi o convite e aceitação ter sido objecto de comunicado da secção e ter sido publicada foto nas redes com o convidado, a Coordenadora e a candidata do PS à Câmara Municipal. Foi demasiado mau, mas, mesmo com sequelas, foi bem melhor do que deixar avançar o processo. Sabe-se que este caso foi, eu diria que maldosamente, instigado por gente lateral e, se me não engano, por quem não o devia ter feito. “Sabem do que e de quem estou a falar”, parafraseando o outro. Direi mesmo que, se eu estivesse na responsabilidade da secção e houvesse uma qualquer maioria que se formasse a empurrar aquela candidatura, eu colocar-me-ia logo como alternativa, forçando a secção a uma tomada de escolha. Direi mais que, tornadas públicas a notícia e a foto, fui contactado por pessoa que, pensando que eu teria algo a ver, me perguntou se tínhamos perdido o sentido do bom senso. E adiantou mais que, a ir avante, se disporia a avançar com uma lista alternativa, ao que eu respondo que escreveria à Secretária-Geral Adjunta do PS a contar a história e a quem pediria para me permitir integrar uma lista que sairia contra a lista oficial do partido. Diz-se e terá algum fundo de verdade que a Secção tem estado amorfa nos últimos tempos. Será verdade, mas nos mais de 20 anos em que me coube a tarefa de coordenador, vários períodos houve que tais. Estou livre de voltar a ter a mesma responsabilidade e parece-me que o maior mal da secção foi o de não ter conseguido captar mais gente nova que se disponha a revitalizar a secção que chegou a ser a mais dinâmica e movimentada do concelho. Como fundador da secção, seu primeiro coordenador e seu dinamizador durante anos, lamento o fenómeno. Mas não critico ninguém. Como tenho dito várias vezes, continuarei a pagar as minhas quotas, manter-me-ei inscrito para respeitar, pelo menos, um documento assinado pelo, agora, Secretário Geral das Nações Unidas. Documento assinado durante a campanha autárquica de 2001. E houve mais oito que receberam igual DIPLOMA. Acho que só dois ou três se mantêm inscritos e com quotas pagas (ou que de certeza as pagam no próximo acto eleitoral interno). Como tenho pena…!
4-      Quanto às eleições, venceu quem o povo quis que ganhasse. Continuarei mais ou menos atento ao evoluir do cumprimento do programa vencedor. Que nada fique como a concretização do hotel.
José Pinto da Silva

(texto de inteira e única do subscritor) 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

PUBLICIDADE AO TERROR E AOS TERRORISTAS



A antiga Primeira Ministra do Reino Unido, Margareth Tachter terá dito certa vez: "Temos de encontrar formas de privar os terroristas e sequestradores do oxigénio da publicidade. De que dependem." (vinha no Jornal I de hoje).
É sabido que, além do terror que criam e alarme social com as mortes que provocam, eles (os terroristas) deliciam-se a ler toda a imprensa escrita e de imagens de todo o mundo a passar até ao vómito as mesmas imagens. Que se dê a notícia de forma discreta e sem repetição constante de imagens.
OUTRO TANTO SE PASSA COM OS FOGOS. Os incendiários, os pirómanos devem passar tardadas de felicidade a ver horas intermináveis de passagem dos mesmos incêndios nas televisões todas, generalistas e por cabo, nacionais e estrangeiras. Não se sabe que muitos incendeiam só para sentirem o gozo de verem arder e a azáfama dos combates às chamas?
Acho muito bem que se condicione o acesso de câmaras às zonas de incêndios. Ouvi na rádio reportes de incêndios e fiquei melhor informado do que vendo as imagens.

José Pinto da Silva

terça-feira, 15 de agosto de 2017

À VOLTA DAS VOLTAS DO RIO UIMA




Título genérico REDE DE PARQUES METROPOLITANOS NA GRANDE ÁREA METROPOLITANA DO PORTO. RELATÓRIO FINAL - FEVEREIRO DE 2009

Apareceu-me, trazido por não sei quem, um sítio WEB »rios.amp.pt/sitios-am« que mostra diversas imagens do rio Uima, desde a nascente à foz, destacando, como fotos, algumas das construções entrementes feitas nas margens.
Vou reportar-me, num ligeiro comentário, só no que refere a Caldas de S. Jorge, até porque desconheço, quase em absoluto o que se passa quer a sul quer a norte das Caldas.

Como primeira nota, refiro a alusão que é feita a algumas Rotas de Moinhos e tão só para lamentar que em Caldas de S. Jorge nada se tenha feito para recuperar um que seja, em terra que chegou a ter muitos. A olho, direi que chegou a ter 7 ou 8 a funcionar. O que se tem feito é mesmo destruir as canais condutores que levavam a água aos moinhos, a partir das levadas, elas também destruídas nalguns casos.

Quando fala na partePatrimónio Cultural, alude à "Ponte Romana do Engenho" e no histórico diz que, sendo romana, foi reconstruída em 1866 (é a data que lá está gravada numa pedra lateral) e que mais tarde (há pouco tempo) foi beneficiada pela autarquia local. Claro que aquela ponte não é Romana coisa nenhuma e a data lá gravada é a data da sua construção primeira. Tal foi dito e escrito pelo Padre José Inácio da Costa e Silva, conforme seu manuscrito que se reproduz acima. De resto e na mesma altura foi construída também a Ponte do Mourão, em Tugilde Lobão, equipamento que tem a mesma configuração construtiva, nomeadamente o arco, tendo como única diferença o não ter guarda corpos, ou muros laterais, enquanto que a do PIZÃO tem. 
É sabido que muita gente se lhe refere como Ponte Romana, mas, se porventura fosse, a mexida que lhe foi feita recentemente pela autarquia teria sido um crime de lesa património, porque lhe alterou substancialmente o aspecto quer de piso quer de guarda corpos.

Noutro local e ao falar de poluição insiste bastante em descargas poluentes efectuadas pelas fábricas de carrinhos de Caldas de S. Jorge. O texto quase identifica a "origem". Ora, ao que sei, essa empresa há muito que adoptou tecnologia evoluída de cromagem que não larga os efluentes poluentes a que estávamos habituados, nomeadamente com uso de cianeto. No que respeita à poluição das pedreiras de granito, é verdade que em época de chuvas mais fortes, o pó de pedra era arrastado e chegava ao rio. Mas, foi-me dado ler um relatório segundo o qual fazia referência ao grande aumento de caudal, por causa das chuvas e lá se dizia que as partículas em suspensão, porque muito mais pesadas, desciam muito rapidamente não afectando a fauna, ou afectando pouco e nunca ao ponto de a dizimar.

Noutro ponto é dito que, em Caldas de S. Jorge, existe um exemplar de Património Arqueológico Industrial e diz que esse exemplar é a FABRUÍMA. Não merece comentário a ignorância.

Diz-se ainda que "o Uima foi, nalguns sectores, desviado do seu curso principal, como, por exemplo, no Engenho. Ora, se este Engenho é o lugar de Caldas de S. Jorge onde está implantada a Ponte (não) Romana, o curso do Uíma não foi desviado coisa nenhuma. Quem escreveu, fê-lo só por ouvir dizer e não teve o cuidado de confirmar o informe.
De todo o modo, é capaz de valer a pena navegar sobre o sítio.

José Pinto da Silva