quarta-feira, 23 de agosto de 2017

PUBLICIDADE AO TERROR E AOS TERRORISTAS



A antiga Primeira Ministra do Reino Unido, Margareth Tachter terá dito certa vez: "Temos de encontrar formas de privar os terroristas e sequestradores do oxigénio da publicidade. De que dependem." (vinha no Jornal I de hoje).
É sabido que, além do terror que criam e alarme social com as mortes que provocam, eles (os terroristas) deliciam-se a ler toda a imprensa escrita e de imagens de todo o mundo a passar até ao vómito as mesmas imagens. Que se dê a notícia de forma discreta e sem repetição constante de imagens.
OUTRO TANTO SE PASSA COM OS FOGOS. Os incendiários, os pirómanos devem passar tardadas de felicidade a ver horas intermináveis de passagem dos mesmos incêndios nas televisões todas, generalistas e por cabo, nacionais e estrangeiras. Não se sabe que muitos incendeiam só para sentirem o gozo de verem arder e a azáfama dos combates às chamas?
Acho muito bem que se condicione o acesso de câmaras às zonas de incêndios. Ouvi na rádio reportes de incêndios e fiquei melhor informado do que vendo as imagens.

José Pinto da Silva

terça-feira, 15 de agosto de 2017

À VOLTA DAS VOLTAS DO RIO UIMA




Título genérico REDE DE PARQUES METROPOLITANOS NA GRANDE ÁREA METROPOLITANA DO PORTO. RELATÓRIO FINAL - FEVEREIRO DE 2009

Apareceu-me, trazido por não sei quem, um sítio WEB »rios.amp.pt/sitios-am« que mostra diversas imagens do rio Uima, desde a nascente à foz, destacando, como fotos, algumas das construções entrementes feitas nas margens.
Vou reportar-me, num ligeiro comentário, só no que refere a Caldas de S. Jorge, até porque desconheço, quase em absoluto o que se passa quer a sul quer a norte das Caldas.

Como primeira nota, refiro a alusão que é feita a algumas Rotas de Moinhos e tão só para lamentar que em Caldas de S. Jorge nada se tenha feito para recuperar um que seja, em terra que chegou a ter muitos. A olho, direi que chegou a ter 7 ou 8 a funcionar. O que se tem feito é mesmo destruir as canais condutores que levavam a água aos moinhos, a partir das levadas, elas também destruídas nalguns casos.

Quando fala na partePatrimónio Cultural, alude à "Ponte Romana do Engenho" e no histórico diz que, sendo romana, foi reconstruída em 1866 (é a data que lá está gravada numa pedra lateral) e que mais tarde (há pouco tempo) foi beneficiada pela autarquia local. Claro que aquela ponte não é Romana coisa nenhuma e a data lá gravada é a data da sua construção primeira. Tal foi dito e escrito pelo Padre José Inácio da Costa e Silva, conforme seu manuscrito que se reproduz acima. De resto e na mesma altura foi construída também a Ponte do Mourão, em Tugilde Lobão, equipamento que tem a mesma configuração construtiva, nomeadamente o arco, tendo como única diferença o não ter guarda corpos, ou muros laterais, enquanto que a do PIZÃO tem. 
É sabido que muita gente se lhe refere como Ponte Romana, mas, se porventura fosse, a mexida que lhe foi feita recentemente pela autarquia teria sido um crime de lesa património, porque lhe alterou substancialmente o aspecto quer de piso quer de guarda corpos.

Noutro local e ao falar de poluição insiste bastante em descargas poluentes efectuadas pelas fábricas de carrinhos de Caldas de S. Jorge. O texto quase identifica a "origem". Ora, ao que sei, essa empresa há muito que adoptou tecnologia evoluída de cromagem que não larga os efluentes poluentes a que estávamos habituados, nomeadamente com uso de cianeto. No que respeita à poluição das pedreiras de granito, é verdade que em época de chuvas mais fortes, o pó de pedra era arrastado e chegava ao rio. Mas, foi-me dado ler um relatório segundo o qual fazia referência ao grande aumento de caudal, por causa das chuvas e lá se dizia que as partículas em suspensão, porque muito mais pesadas, desciam muito rapidamente não afectando a fauna, ou afectando pouco e nunca ao ponto de a dizimar.

Noutro ponto é dito que, em Caldas de S. Jorge, existe um exemplar de Património Arqueológico Industrial e diz que esse exemplar é a FABRUÍMA. Não merece comentário a ignorância.

Diz-se ainda que "o Uima foi, nalguns sectores, desviado do seu curso principal, como, por exemplo, no Engenho. Ora, se este Engenho é o lugar de Caldas de S. Jorge onde está implantada a Ponte (não) Romana, o curso do Uíma não foi desviado coisa nenhuma. Quem escreveu, fê-lo só por ouvir dizer e não teve o cuidado de confirmar o informe.
De todo o modo, é capaz de valer a pena navegar sobre o sítio.

José Pinto da Silva

terça-feira, 8 de agosto de 2017

QUEM DEVE A QUEM?



Tem persistido nos areópagos municipais o tema do aparcamento, no centro da cidade sede do concelho, à superfície e em espaço subterrâneo, cuja concessão foi objecto de concurso público que deu origem a contrato concessório, escrito e estribado em documentos e estudos que lhe são inerentes e, naturalmente, dadores de vínculo. Isto é o tradicional, aplicável a todos os contratos entre entidades públicas e operadores privados, não importa a área de intervenção.
O que vai saindo p’ro vulgo, propulsionado pela Câmara, é que o concessionário, a partir de certa altura, deixou de cumprir com a obrigação de pagar certa percentagem dos apuros diários, obrigação supostamente plasmada no contrato e, é dito, caberia à Câmara 40% do apuro, ficando o concessionário com 60%. E a falta de pagamento, desde que começou a ocorrer, mais juros de mora – fala-se em 4% - içará a conta em dívida para algo à roda dos 600.000,00 euros. Muito dinheiro, portanto.
Ao Caderno de Encargos consegue-se chegar e até ao contrato inicial, subscrito pelo concorrente vencedor, que ofereceu a entrega à cabeça de 2.606.000,00, sem IVA. O segundo concorrente perdeu porque ofereceu só 2.510.000,00 euros. Mas, mesmo sem iniciar a actividade o ganhador, saiba-se lá porquê, cedeu a sua posição ao segundo que, dizem as boas e as más línguas, caiu no erro de aceitar. Problema de quem cede e de quem embarca na cedência.
É espalhado que o vencedor balizou a sua proposta num estudo económico e de viabilidade, anexo ao contrato e dele sendo integrante, estimando-se que haveria uma ocupação média de 30% dos quase 800 lugares disponíveis à superfície e do tempo útil possível. E ouve-se também que o “herdeiro” se baseou numa estimativa da cedente (a Câmara, já com mais de dois milhões e meio no alforge!) que previa 60% de ocupação dos lugares e do tempo. A distribuição percentual da receita continuaria a ser a dita acima.
Diz-se ainda que estaria implícito no contrato que, no espaço físico da concessão – estão descritas as ruas e pracetas concessionadas – a cedente não manteria bolsas de aparcamento gratuito, (há quem diga que terá sido, nas negociações, aberta excepção para largo do Rossio) como veio a acontecer com o espaço contíguo ao Quartel dos Bombeiros, na zona da Av. da Biblioteca e à volta do antigo edifício do Tribunal, supostamente para os magistrados, que teriam uma avença mensal, muito barata, negociada com o concessionário. E também que seria sempre mantido o número de parcómetros e de lugares e não seriam concessionadas a ninguém, bolsas de aparcamento. Mas… o que se diz é que personalidade muito colado aos poderes municipais explora dois ou três parques, com a devida autorização municipal. Sendo isto verdade, não haverá dúvida de que houve desrespeito contratual, quiçá mais grave do que uma suspensão de entrega de verba que não foi cobrada. 
O certo é que os dados previsionais que incitaram o concorrente a ficar com a concessão e serviram de base para a feitura do contrato de concessão ficaram a léguas de ser verificados. Em percentagem de ocupação e em receitas. Parece que a estimativa de receita na via pública e no subterrâneo, ao que terá sido soprado relativamente ao ano de 014, a previsão atiraria para perto dos milhão e 300 mil euros e acabou por render bastante menos do que 300.000. E que o ano de 015 terá sido ainda bem pior. Esses valores, ou outros haverão de ser esgrimidos no foro onde andará já o processo interposto pela cedente.
Para quem olha o caso inteiramente de fora e colhe aqui uma dica e lá longe outra, parece aceitar-se que a cedente não jogou limpo e marcou algumas cartas. Estarão essas marcas visíveis para apreciação clara dos julgadores? O que é capaz de ser certo á que o tal crédito da Câmara de mais de meio milhão de euros, supostamente, reclamados, poderá transformar-se em débito ao Concessionário e, como diria o povo: “.. pensou que se benzia e partiu o nariz …” E uma Câmara de nariz torcido não será nada, mesmo nada, bonito de ser ver.

José Pinto da Silva


sexta-feira, 23 de junho de 2017

NESTE MANDATO VOU-ME EMPENHAR



Todos se lembrarão e, não lembrando, fácil será compulsar papeis onde ficaram escritas declarações, que o actual e ainda presidente União (desunida quantum satis) das freguesias C. S.Jorge / Pigeiros declarou altaneiramente que o grande objectivo do mandato que iniciava (e está a acabar) era ver concretizada a construção do hotel que teria como empreendedor um cidadão da vizinha Lobão. Empenhar-se-ia, inclusive, o autarca na colaboração intensa para o rápido deferimento dos projectos de arquitectura e especialidades. Na sanha de andar rápido, nem se apercebeu de que o projecto, não cabendo no terreno posto em hasta, ao invés de encolher o projecto, estendeu-o por terreno alheio. E porque era a sua bandeira que hasteou alto, de modo escondido, enrolou-a e não fala mais nisso.

Neste processo haverá algumas questões a ser respondidas, sendo que a primeira é a certificação de se houve, alguma vez, intenção de se erigir ali um hotel de 4 estrelas. Será só para a lavra do investidor, mas é de perguntar se chegou a haver estudo económico para aquilatação da viabilidade. Ou era sabida a inércia da Câmara e pensou-se tão somente em conseguir um terreno em zona nobre ao preço de inóspito? Que garantias deu a Câmara em relação à remoção da Fabruima e da casa contígua a nascente? Havia projecto definido para a acessibilidade ao empreendimento? Tendo-se constatado que o terreno contratado era curto, havia a garantia de cedência de mais? Mais quanto e a que preço?

Como eu gostaria de ver aquelas casas restauradas e repostas integralmente com o seu aspecto exterior!
LOCAL no CF de 12 Maio 2014: NOVO HOTEL DEVE ESTAR PRONTO EM 2016




Para a campanha que se avizinha, esta bandeira está rota e ver-se-á se ainda há pano para bandeiras.
E vai daí quem sabe nos venha indicar a que emissário estão ligados os esgotos das habitações da rua Rio Uíma e também o destino dos efluentes sujos saídos das Termas. E tentar saber se com os esgotos a cair directamente no rio, há lugar a pagamento de taxa de esgotos. É claro que um presidente de Junta nada tem a ver com os esgotos, mas tem o dever de conhecer a rede e denunciar, publicamente, quando tudo vai cair ao emissário de céu aberto e que devia ser limpo e bem limpo. Não seria uma bandeira, mas poderia assumir-se como um pendão.

José Pinto da Silva

A (nova) CANDIDATA SOB A SIGLA PS


Ainda que nada tenha a ver quer com a abordagem e posterior convite, nem ninguém me tenha solicitado qualquer opinião prévia, manifesto a minha entusiástica simpatia pela escolha e fico bem contente, enquanto inscrito no PS e enquanto esperançado numa mudança.


Acho que a D. Elsa Costa terá já formalizado a aceitação da sua candidatura, dentro daqueles formalismos que são habituais e, quase não tenho dúvidas, terá já começado a compilar elementos, a colher informações a inteirar-se do que está a fazer mais falta, para elaborar um plano de acção que cative as pessoas de S. Jorge e de Pigeiros.


Pela consideração que sabe eu ter por ela, saberá receber as críticas que forem oportunas e terá a certeza de que NUNCA deixarei de criticar, se houver razões para tal. Como deixarei a minha opinião se, para tal, for solicitado.


Formulo VOTOS de sucesso.

José Pinto da Silva

QUAL SERIA MAIS TRÁGICO?


Acho que ao jeito de provocação, em função de alguns escritos que tenho protagonizado, colocaram-me a questão:
Morreram 64 pessoas, seres humanos de diversas idades, incluindo diversas crianças e pergunto: Se, por absurdo, fosse possível substituir estas perdas pelo desaparecimento de 6.400 cães, ou cães e gatos, qual perda seria mais trágica? Eu respondi logo, sem pestanejar: Mesmo que a troca fosse por 64.000, eu pouparia os 64 seres humanos..
Deu-me a entender que seria esta a resposta que eu daria. E fim de papo.
Mas... a questão até parece colocável...

José Pinto da Silva

quarta-feira, 21 de junho de 2017

FOI ESCRITO HÁ 66 ANOS. SE FOSSE AGORA ASSENTAVA COMO UMA LUVA


"Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a autorização de quem nada produz;
Quando te deres conta de que o dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com favores;
Quando te deres conta de que muitos na tua sociedade enriquecem graças ao suborno e influências, e não ao seu trabalho, e que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles contra ti,

Quando enfim descubrires ainda que a corrupção é recompensada e a honradez se converte num auto-sacrificio, poderás afirmar, taxativamente, sem temor de equivocar-te, que a tua sociedade está condenada. “
AYN RAND (1950)
TEM QUE MUDAR! TEMOS QUE MUDAR!

José Pinto da Silva