quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA CADA QUAL TOMA A QUE QUER (ditado popular)


Disse ontem em Coimbra o Secretário Geral do PCP (Partido Comunista) o seguinte: "Se o povo português quiser, estamos em condições de assumir responsabilidades, incluindo governativas, para defender os interesses dos trabalhadores e do povo".
Se tentarmos espremer este naco de pros(á)pia, vemos que o homem admite, lá p'ra ele, que o PCP vai conseguir a maioria absoluta em 4 de Outubro. O Partido Comunista, com Jerónimo ou com outro qualquer, no passado e no devir, seca tudo à volta e não aceita acordos com ninguém, diria mesmo que nem com o mafarrico. Se, numa rara ocasião fala com qualquer outra força política, exige sempre que valha o seu ponto de vista e o que eles, um tanto velhacamente, designam por "política patriótica e de esquerda".
É evidente que este tipo de linguagem só pode ser a tentativa de evitar a fuga do eleitorado mais flutuante e não inscrito. Mas, equívoco do Jerónimo - o mais parecido com Cunhal no radicalismo - esse eleitorado é avisado e sabe que a única solução para arrumar com este desgoverno será o VOTO concentrado no PARTIDO SOCIALISTA, porque praticará uma política, essa patriótica, e de esquerda praticável. O Jerónimo esquece-se que Portugal vive no mundo e rodeado de outros povos. Pensa ele, e fala e age como se fosse o PCP o alfa e o ómega da vida no globo.
José Pinto da Silva
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